Sem recursos estaduais hospitais podem parar

Huana, Santa Casa e HEG não receberam os recursos destinados ao atendimento pelo SUS. Anápolis e municípios vizinhos buscam solução

A falta do repasse de R$ 15 milhões do Governo de Goiás ao Hospital de Urgências Dr. Henrique Santillo (Huana), Santa Casa de Misericórdia e Hospital Evangélico Goiano –  todos responsáveis por atendimentos de média e alta complexidade e também por leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Sistema Único de Saúde (SUS) – pode gerar um colapso na rede de saúde de Anápolis e mais de 80 municípios.

O alerta foi dado pelo secretário municipal de saúde, Lucas Leite de Amorim, ao participar de uma reunião extraordinária da Comissão Intergestora da Regional Pirineus (CIR), provocada justamente pelos problemas encontrados ao buscar atendimento nessas unidades que são referência não só na região, mas em todo o Centro-Norte Goiano. “Essas instituições são geridas de forma tripartite. A Prefeitura está em dia e o governo federal também, mas sem essa contrapartida do Estado fica inviável. Estamos buscando uma solução e não vamos ficar de braços cruzados”, ressalta o secretário de saúde de Anápolis.

Um documento, assinado pelos componentes da CIR, foi produzido e será enviado ao Ministério Público. O Conselho também encaminhou um comunicado à instância estadual relatando a situação. Lucas Leite afirma que, por duas vezes, juntamente com o prefeito Roberto Naves esteve na Secretaria Estadual de Saúde que já foi notificada, mas nada foi resolvido. “Nós como gestores temos o dever de nos mobilizar. Vamos garantir o atendimento a quem precisa, mas não podemos sobrecarregar o sistema municipal”, pontua.

A mesma opinião é compartilhada por Sônia Faustino, secretária de saúde de Gameleira de Goiás e coordenadora da câmara técnica da CIR. “Não podemos deixar que o pior aconteça, por isso nos mobilizamos e estamos pedindo ajuda pra resolver o impasse”, diz. Segundo a secretária, desde novembro de 2017, Gameleira não recebeu nenhum centavo do governo estadual. “Tem mais de um ano”, frisa. A exemplo de Gameleira, Terezópolis, Abadiânia, Campo Limpo e Pirenópolis, municípios representados por seus secretários de saúde na reunião também sofrem com mais de 12 meses de atraso de recursos oriundos do Estado de Goiás.  A Regional Pireneus ainda é composta por Alexânia, Goianápolis, Cocalzinho, Corumbá de Goiás, Padre Bernardo e Mimoso de Goiás, totalizando cerca de 490 mil habitantes. Já o Centro-Norte Goiano é comporto por 73 municípios, totalizando mais de 1 milhão de pessoas, que também utilizam os serviços oferecidos em Anápolis.

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