Em ato “Acorda Brasil”, vereador afirma que decisão será estratégica do partido e destaca importância de maioria no Senado para “reequilibrar os poderes”.
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Durante a manifestação intitulada “Acorda Brasil”, convocada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL/GG) e realizada na manhã deste domingo (01), em Goiânia, o vereador por Goiânia e ex-deputado federal Major Vitor Hugo falou ao Portal Cerrado Notícias sobre os cenários eleitorais para 2026. Em meio ao ato político, ele destacou que acompanha com atenção os movimentos internos do partido e as pesquisas recentes, mas afirmou que qualquer definição dependerá da estratégia da legenda.
“Eu fiquei muito feliz de ver os resultados das pesquisas no final do ano passado, que realmente me colocavam muito bem para o Senado.” Apesar disso, ressaltou que o nome hoje posto como pré-candidato ao Senado é o do deputado federal Gustavo Gayer. “O nosso pré-candidato ao Senado, hoje, é o Gustavo Gayer, e que tem todo o meu apoio, nós vamos caminhar juntos, está tudo certo.” Segundo Vitor Hugo, há diálogo constante dentro do grupo político. “Tenho conversado muito com ele, tenho conversado também com o senador Wilder Morais, e o partido está decidindo se é estratégico ou não ter dois candidatos ao Senado.”
O vereador avaliou que o cenário eleitoral em Goiás pode mudar conforme a movimentação da base governista. “Me parece que a base do governo aqui vai lançar várias candidaturas, eles mudaram a estratégia deles. Era inicialmente dois candidatos, eram dez, doze partidos deles, e agora eles querem abrir para vários. Então, nós temos que repensar também a nossa estratégia.” Ele afirmou que colocou seu nome à disposição, mas sem impor condições. “No momento de conversas, eu coloquei o meu nome à disposição, mas estou muito tranquilo também.”
Major Vitor Hugo lembrou sua trajetória política para reforçar que está aberto a diferentes caminhos. “Se for para federal, já fui deputado, fui líder do governo Bolsonaro na Câmara.” Ele também citou decisão anterior tomada a pedido do ex-presidente. “Como ele pediu para eu vir para vereador, e eu fui.” Segundo ele, qualquer definição futura seguirá essa lógica de alinhamento. “Se Bolsonaro falasse, fica como vereador, ok. Vai para federal, tá ótimo também.” Ao mencionar a hipótese de disputar o Senado, destacou o peso da escolha. “Se a possibilidade for concorrer ao Senado, que eu sei que é um grande desafio, mas também é o maior problema que nós temos hoje no Brasil, é conseguir uma maioria no Senado para poder enfrentar o sistema e reequilibrar os poderes no Brasil, seria para mim um grande desafio.”
Ao final, o vereador reforçou que aguardará a definição partidária. “Vou esperar as lideranças partidárias tomarem suas decisões, e o meu nome tá à disposição.” A declaração sinaliza que, embora o apoio a Gustavo Gayer esteja mantido, o cenário para 2026 permanece em construção dentro do PL e dependerá da leitura estratégica da conjuntura estadual e nacional.














