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Governo Lula gasta R$ 7 bilhões com viagens a serviço em três anos; valor supera soma dos seis anos anteriores

de Richelson Xavier
20 de abril de 2026
em Economia, Política
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Governo Lula gasta R$ 7 bilhões com viagens a serviço em três anos; valor supera soma dos seis anos anteriores
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Levantamento do Metrópoles com base no Portal da Transparência mostra que 2024 foi o ano de maior despesa da série histórica, com R$ 2,37 bilhões. Ministérios da Justiça, Defesa e Educação lideram gastos em 2025.

Foto: Ricardo Stuckert / PR

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desembolsou R$ 7 bilhões com viagens a serviço nos três primeiros anos do terceiro mandato, conforme dados do Portal da Transparência analisados pelo Metrópoles. O valor inclui despesas de ministérios e órgãos federais, mas não considera viagens feitas diretamente pelo presidente da República.

Somente em 2025, o montante chegou a R$ 2,35 bilhões, o que representa uma redução de 1% em relação ao ano anterior, quando o total registrado foi de R$ 2,37 bilhões. Apesar da leve queda, a média dos gastos no terceiro mandato do petista segue superior à registrada em governos anteriores.

Os R$ 7 bilhões gastos desde 2023 superam a soma dos seis anos que antecederam o atual governo, ou seja, o período de 2017 a 2022. É importante ressaltar que, entre 2020 e 2021, as restrições impostas pela pandemia de Covid-19 resultaram em uma queda significativa no número de viagens realizadas e, consequentemente, no valor gasto.

Recorde em 2024

De acordo com as informações do Portal da Transparência, entre 2015 e 2025 o governo federal desembolsou R$ 16,1 bilhões com viagens a serviço. O ano de 2024 bateu recorde nesse período, com R$ 2,37 bilhões. Na ponta oposta, 2020, auge da pandemia, registrou o menor volume de gastos, de R$ 545 milhões.

O valor total engloba o pagamento de passagens, diárias e outros gastos, como restituições, taxa de agenciamento e demais serviços. O levantamento não inclui viagens realizadas pelo presidente Lula.

Ministérios que mais gastaram

Os ministérios da Justiça e Segurança Pública, Defesa e Educação lideram o ranking dos órgãos que mais gastaram em 2025. Do total desembolsado no ano passado, a maioria foi destinada a deslocamentos dentro do país. As viagens nacionais somaram R$ 2,079 bilhões, enquanto as internacionais ficaram na faixa de R$ 276 milhões.

Os destinos mais frequentes foram São Paulo, Distrito Federal, Minas Gerais, Paraná e Pará. Este último sediou a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), realizada em novembro. Já Sergipe, Amapá, Acre, Alagoas e Espírito Santo receberam menos visitas de representantes do Poder Executivo.

Entre os órgãos que mais gastaram, o Ministério da Justiça e Segurança Pública ocupa o primeiro lugar no ranking, com R$ 396 milhões gastos em 2025. Em seguida aparecem o Ministério da Defesa, com R$ 311 milhões; o Ministério da Educação, com R$ 304 milhões; e o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, com R$ 126 milhões. Para classificar os gastos com ministérios, a reportagem levou em consideração os dados disponíveis na consulta detalhada do Portal da Transparência.

O que diz o governo

Em nota, o Ministério do Meio Ambiente informou que o valor empenhado, ou seja, reservado para pagamento, em 2025 foi de R$ 145,6 milhões, referente a gastos com diárias e passagens do órgão e de entidades vinculadas, como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). O valor informado pelo ministério foi levantado junto ao Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento (SIOP).

Do montante mencionado acima, sob administração direta do Ministério do Meio Ambiente foram gastos aproximadamente R$ 10,2 milhões. O órgão informou que o uso desta quantia foi destinado à coordenação, articulação institucional e participação em agendas técnicas e estratégicas fundamentais para a formulação de políticas públicas.

Ainda de acordo com o ministério, o maior volume de empenho, R$ 90,9 milhões, ocorreu por parte do Ibama, pela necessidade operacional e descentralizada das atividades de campo do instituto. Foram quase R$ 50,4 milhões aplicados nas ações em áreas federais prioritárias e R$ 24,8 milhões na fiscalização ambiental e de prevenção e combate a incêndios florestais. O ICMBio empenhou cerca de R$ 43,1 milhões, com gastos na gestão e manutenção de unidades de conservação, além de ações presenciais em áreas remotas. As demais unidades e entidades vinculadas, como o Serviço Florestal Brasileiro (SFB), o Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ), o Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA) e o Fundo Clima, apresentaram participação residual.

Com informações do Metrópoles

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