Portal Anápolis
  • Política
  • Economia
  • Saúde
  • Anápolis
  • Goiás
  • Brasil
  • Opinião
Nenhum Resultado
Ver Todos os Resultados
  • Política
  • Economia
  • Saúde
  • Anápolis
  • Goiás
  • Brasil
  • Opinião
Nenhum Resultado
Ver Todos os Resultados
Portal Anápolis
Nenhum Resultado
Ver Todos os Resultados

PEC do fim da escala 6×1 mantém horas extras, mas pode limitar ampliação da carga de trabalho

de Rogers Ket Xavier
em Brasil, Economia, Industria, Política
A A
PEC do fim da escala 6×1 mantém horas extras, mas pode limitar ampliação da carga de trabalho
WhatsappFacebookTwitter

Foto: Freepik

Proposta em discussão na Câmara prevê redução gradual da jornada semanal e reacende debate sobre renda, produtividade e impactos econômicos

A proposta de redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais não elimina o regime de horas extras previsto na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). No entanto, na avaliação da especialista em Direito e Processo do Trabalho, Juliana Mendonça, a aprovação da mudança poderá reduzir o tempo disponível em horas adicionais e limitar a ampliação da carga horária por meio de trabalho extra. 

“Hoje, a lógica constitucional celetista parte de limites máximos de jornada, justamente para proteger a saúde, a segurança e a convivência social do trabalhador. Mesmo havendo interesse do empregado em trabalhar mais, a autonomia individual não é absoluta em matéria de duração do trabalho”, afirma. 

Segundo a advogada, caso a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) seja aprovada, as horas extras continuarão permitidas dentro dos parâmetros legais e das regras definidas em negociação coletiva. No entanto, o recurso não poderá ser utilizado de forma constante para manter, na prática, a mesma carga horária atual. 

O que prevê a proposta

Na última segunda-feira (25), o relator da comissão especial criada na Câmara dos Deputados para discutir o tema, o deputado federal Léo Prates (Republicanos-BA), apresentou o relatório final que une duas PECs que já tramitavam no Congresso: a PEC 221/19 e a PEC 8/25.

O texto estabelece a redução gradual da jornada semanal de 44 para 40 horas em um período de 14 meses.

Pela proposta, 60 dias após a promulgação da PEC: 

  • passaria a valer a escala de cinco dias de trabalho com dois dias de descanso; 
  • a jornada seria reduzida imediatamente de 44 para 42 horas semanais. 

Após um ano, a carga horária cairia de 42 para 40 horas semanais. 

O relator também incluiu um dispositivo prevendo que uma lei complementar poderá criar medidas transitórias para amenizar os impactos da mudança sobre microempreendedores individuais (MEIs), microempresas e empresas de pequeno porte, desde que haja manutenção dos níveis de emprego. 

Durante a discussão na comissão, foi aprovado um pedido de vista apresentado pelo deputado federal Maurício Marcon (PL-RS), o que adiou a votação do relatório para quarta-feira (27). A expectativa é que a análise ocorra no mesmo dia, após a convocação de uma sessão extraordinária às 10h. 

Debate sobre renda e múltiplos empregos

Outro ponto considerado sensível no debate envolve trabalhadores que dependem de mais de um emprego para complementar a renda.

Segundo Juliana Mendonça, cada vínculo empregatício é analisado de forma autônoma sob o ponto de vista contratual. Porém, isso não significa liberdade irrestrita para o acúmulo de jornadas excessivas. 

“Se a PEC avançar, esse será um dos temas que exigirá regulamentação mais clara e, possivelmente, maior atenção da negociação coletiva e da jurisprudência. Do ponto de vista social, também surge uma reflexão. Reduzir jornada sem enfrentar a questão da renda pode gerar efeitos distintos entre trabalhadores e diferentes faixas salariais”, avalia.

Impacto no setor produtivo

Entidades do setor produtivo, como a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), alertam para os possíveis impactos da redução da jornada de trabalho sobre os custos das empresas. 

Segundo estudo da CNI, a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas pode elevar em até R$ 267,2 bilhões por ano os gastos com empregados formais no país. O valor representaria um aumento de até 7% na folha de pagamento. 

“O impacto tende a variar conforme o setor econômico e o modelo operacional adotado. Há segmentos com funcionamento contínuo, como a indústria, comércio ampliado — shoppings, supermercados, serviços essenciais — que provavelmente enfrentarão aumento de custos e necessidade de reorganização das escalas e contratação de pessoal”, destaca a advogada.

Por outro lado, Mendonça ressalta que também existe na literatura econômica e experiências internacionais indicando que jornadas menores podem gerar ganhos indiretos em produtividade, redução de afastamentos e maior engajamento.

“Uma mudança dessa dimensão exige transição regulatória, segurança jurídica e espaço para negociação coletiva. O risco não está necessariamente na redução da jornada em si, mas em uma implementação uniforme e acelerada, sem considerar as diferenças entre os setores produtivos. Mais do que discutir trabalhar menos ou mais, o desafio jurídico é compatibilizar produtividade, competitividade econômica e proteção constitucional ao trabalhador”, conclui.

Fonte: Brasil 61

EnviarCompartilharTwitter

Mais Artigos

Prefeito de Rio Verde declara apoio a Gayer ao Senado em encontro com setor produtivo
Política

Prefeito de Rio Verde declara apoio a Gayer ao Senado em encontro com setor produtivo

“Fazer gestão é trazer de volta o dinheiro dos impostos”, afirma Márcio Corrêa
Bastidores de Anápolis

Márcio Corrêa reage a processo de expulsão e questiona Wilder: “Onde está a fidelidade do senador?”

PL abre processo contra Márcio Corrêa, mas aceno de Flávio Bolsonaro expõe contradições no partido
Bastidores de Anápolis

PL abre processo contra Márcio Corrêa, mas aceno de Flávio Bolsonaro expõe contradições no partido

Prêmio Congresso em Foco: Goiás elege Gustavo Gayer como melhor deputado federal do estado
Política

Prêmio Congresso em Foco: Goiás elege Gustavo Gayer como melhor deputado federal do estado

Márcio Corrêa responde a vereadores e detalha investimentos para Anápolis; saiba quais
Anápolis

Márcio Corrêa responde a vereadores e detalha investimentos para Anápolis; saiba quais

Márcio Corrêa anuncia R$ 50 milhões para novo hospital e promete ampliar investimentos em Anápolis
Política

Márcio Corrêa anuncia R$ 50 milhões para novo hospital e promete ampliar investimentos em Anápolis

Próximo Artigo
Incêndio atinge igreja centenária em Flores da Cunha (RS) e mobiliza comunidade pela recuperação

Incêndio atinge igreja centenária em Flores da Cunha (RS) e mobiliza comunidade pela recuperação

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Recomendado

Schumacher “sente as pessoas ao redor”, revela arcebispo. Agente diz: privacidade era “sonho secreto”

Polícia Civil faz operação em clínica irregular que internava pacientes compulsoriamente

Polícia Civil faz operação em clínica irregular que internava pacientes compulsoriamente

Márcio Corrêa anuncia R$ 50 milhões para novo hospital e promete ampliar investimentos em Anápolis

Márcio Corrêa anuncia R$ 50 milhões para novo hospital e promete ampliar investimentos em Anápolis

Vitor Hugo lidera articulação e garante saída do PSL do bloco formado pela esquerda e apoiado por Rodrigo Maia para a eleição presidencial da Câmara

PodVoxx: o podcast que traz vozes diversas para os ouvidos dos ouvintes

PodVoxx: o podcast que traz vozes diversas para os ouvidos dos ouvintes

Sonhar é começar, e realizar é compartilhar

Sonhar é começar, e realizar é compartilhar

  • About
  • Advertise
  • Privacy & Policy
  • Contact
Nenhum Resultado
Ver Todos os Resultados
  • Política
  • Economia
  • Saúde
  • Anápolis
  • Goiás
  • Brasil
  • Opinião

© 2023