Administração municipal exige plano detalhado para solucionar reclamações acumuladas, estabelece prazo de 10 dias e alerta para possíveis medidas administrativas previstas em contrato.
Por Redação
A Prefeitura de Anápolis formalizou uma cobrança inédita à Saneago ao encaminhar um documento reunindo mais de 1,1 mil reclamações registradas por moradores em diferentes regiões da cidade. A iniciativa tem como objetivo exigir providências concretas para problemas que vêm sendo relatados pela população há meses e que envolvem desde falhas operacionais até obras sem conclusão. A medida foi divulgada pelo Portal Anápolis Diário e representa um endurecimento da postura da administração municipal diante da concessionária responsável pelos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário no município.
Além de consolidar todas as demandas em um único procedimento administrativo, a notificação também faz um alerta sobre possíveis consequências caso a empresa não apresente soluções satisfatórias. O documento informa que a falta de atendimento às solicitações ou a ausência de justificativas técnicas consideradas adequadas poderá resultar na abertura de processo administrativo para apuração das responsabilidades e eventual aplicação das sanções previstas contratualmente e pelos órgãos reguladores. A Prefeitura também determinou que a empresa apresente um plano individualizado para cada ocorrência registrada, informando quais medidas serão adotadas e os respectivos prazos para execução dos serviços.
As reclamações abrangem uma ampla variedade de situações enfrentadas pelos moradores. Entre elas estão solicitações de reparos definitivos em pavimentos danificados após intervenções da companhia, ampliação das redes de água e esgoto, novas ligações e religações, correção de vazamentos, reconstrução de calçadas, interrupções frequentes no abastecimento, forte odor nas proximidades da Estação de Tratamento de Esgoto, além de obras inacabadas ou executadas com qualidade considerada insatisfatória. Segundo a administração municipal, os registros estão distribuídos por toda a cidade, demonstrando que os problemas afetam diversas comunidades e bairros de Anápolis.
A Prefeitura também estabeleceu um prazo de até dez dias úteis para que a concessionária entregue uma série de documentos técnicos, operacionais e financeiros relacionados à prestação dos serviços no município. Entre as informações solicitadas estão estudos de viabilidade técnica, econômica e ambiental, demonstrativos financeiros, relatórios de investimentos realizados desde 2020, indicadores de desempenho e documentos relacionados à gestão contratual. Embora o contrato de concessão permaneça em vigor até dezembro de 2049, a administração municipal sinaliza que pretende intensificar a fiscalização sobre o cumprimento das obrigações assumidas pela empresa. O episódio evidencia o aumento da cobrança por melhorias nos serviços e abre espaço para novos desdobramentos administrativos e regulatórios nos próximos meses.












