Ex-governador de Goiás aponta irresponsabilidade na gestão do setor agropecuário e alerta para prejuízo bilionário com a perda do mercado europeu.
Foto: Divulgação/ Instagram
O ex-governador de Goiás e pré-candidato à presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), utilizou suas redes sociais para disparar críticas contra o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O pronunciamento ocorre após a oficialização, pela União Europeia, do veto à importação de carnes, peixes, mel e outros produtos de origem animal produzidos no Brasil, decisão com entrada em vigor prevista para o dia 3 de setembro.
Em sua análise, Caiado classificou a situação como uma penalidade decorrente da falha na condução técnica e diplomática do atual governo. O pré-candidato argumentou que o Ministério da Agricultura e Pecuária não atendeu a uma exigência feita pelo bloco europeu ainda em 2023, referente a informações detalhadas sobre a aplicação de antibióticos na pecuária nacional. Segundo o ex-governador, enquanto outros países responderam às solicitações de conformidade, o governo brasileiro optou por arquivar a demanda, sem prestar os esclarecimentos necessários.
A exclusão do Brasil da lista de países autorizados a exportar esses itens para o mercado europeu coloca em risco uma receita significativa para o agronegócio nacional. Estimativas apontam um prejuízo potencial superior a 2 bilhões de dólares anuais. Caiado enfatizou que a medida atinge diretamente a cadeia produtiva de carne bovina, carne de frango, pescado, mel e ovos, setores cruciais para a geração de empregos e para a balança comercial do país.
O pré-candidato à presidência aproveitou a ocasião para ampliar suas críticas à gestão federal, citando o episódio como um exemplo de irresponsabilidade que, segundo ele, tem marcado a administração atual em diversas áreas, como segurança pública e educação. Para o ex-governador, a falta de atenção às normas internacionais e o desinteresse na manutenção de mercados estratégicos demonstram um descaso com os pilares que sustentam a economia brasileira e o bem-estar de milhões de trabalhadores.
Ao encerrar seu posicionamento, Caiado reforçou a necessidade de uma mudança de postura no Poder Executivo, questionando a capacidade da atual gestão em conduzir os interesses do país perante a comunidade internacional e a proteção dos produtores brasileiros.













