Conteúdos produzidos por Aline Lopes abordam temas como abuso infantil, desaparecimento de crianças, segurança digital e riscos de desafios que circulam na internet.
Por Richelson Xavier
A delegada titular da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), Aline Lopes, tem ampliado o alcance de orientações voltadas à proteção de crianças e adolescentes por meio das redes sociais. Nos últimos 30 dias, os vídeos publicados por ela ultrapassaram a marca de 10 milhões de visualizações. Um dos conteúdos de maior repercussão alcançou 6,4 milhões de visualizações ao abordar o caso de um adolescente de 15 anos que precisou ser internado em uma Unidade de Terapia Intensiva após consumir uma substância conhecida como Purple Drank, ou Lean. No vídeo, a delegada explica os riscos da mistura, que tem sido divulgada em algumas plataformas digitais como uma tendência entre jovens, e orienta pais e responsáveis a acompanharem mais de perto os hábitos e conteúdos consumidos pelos filhos.
Entre os temas mais abordados por Aline Lopes também está a prevenção à violência sexual contra crianças. Em uma das publicações, ela alerta que a maior parte dos casos ocorre dentro do círculo de convivência da vítima, envolvendo pessoas conhecidas da família. A delegada orienta os pais a manterem diálogo constante com os filhos, ensinarem sobre limites corporais e observarem mudanças de comportamento que possam indicar situações de risco. Entre os sinais de alerta estão isolamento, medo repentino de determinadas pessoas, queda no rendimento escolar, pesadelos frequentes e alterações emocionais significativas.
Outro assunto frequentemente tratado nos vídeos é a prevenção ao desaparecimento infantil. Aline orienta que crianças saibam informações básicas, como nome completo dos pais, endereço e telefone de contato, além de aprenderem como agir caso se percam em locais públicos. A delegada também chama atenção para os riscos presentes no ambiente digital. Em uma das publicações, ela explica como criminosos utilizam jogos online, como o Free Fire, para se aproximar de crianças e adolescentes, conquistar sua confiança e, posteriormente, tentar obter imagens íntimas ou praticar extorsão. As orientações reforçam a importância da supervisão dos responsáveis, do uso de ferramentas de privacidade e da construção de um ambiente de confiança para que crianças e adolescentes se sintam seguros para relatar situações suspeitas.














