Presidente da entidade afirma que decisão foi motivada pela necessidade de acelerar ações em defesa do comércio e nega qualquer divergência com Prefeitura, Câmara ou integrantes do Fórum.
Por Richelson Xavier
A saída da Câmara de Dirigentes Lojistas de Anápolis (CDL) do Fórum Empresarial foi motivada pela necessidade de concentrar esforços no fortalecimento do comércio local e não por divergências políticas. A afirmação é do presidente da entidade, Luís Miguel Mendes, em entrevista ao jornalista Richelson Xavier, no Jornal da Voz, da Rádio 107.7 FM, nesta terça-feira (30). Segundo ele, a prioridade da CDL passa a ser a construção de uma agenda própria voltada ao atendimento dos associados diante do aumento do fechamento de empresas na cidade. No último domingo (28), a entidade divulgou um comunicado oficial informando sua saída do Fórum Empresarial.
Durante a entrevista, Luís Miguel apresentou números que, segundo ele, justificam a decisão. “Nós estamos muito preocupados com o comércio central e com o comércio de alguns bairros, que vêm passando por dificuldades. Em janeiro, identificamos cerca de 172 pontos comerciais fechados no Centro. Em abril esse número chegou a aproximadamente 215 e agora já ultrapassamos 250. São números alarmantes que exigem ações precisas, pontuais e urgentes”, afirmou. Ele explicou que muitos projetos discutidos no Fórum dependem de mudanças no Plano Diretor e de legislações complementares, o que demanda mais tempo, enquanto a CDL pretende agir de forma imediata com a criação de comitês internos e ações direcionadas aos pequenos empreendedores.
O presidente também fez questão de afastar qualquer interpretação de que a saída tenha relação com disputas políticas ou divergências com integrantes do Fórum Empresarial, da Prefeitura ou da Câmara Municipal. “Não tem nada a ver com política. Não é contra o prefeito, contra a presidente, contra A ou contra B. Muito menos contra os membros do Fórum. Pelo contrário, meu respeito é total. Somos mais de 420 mil habitantes em Anápolis e apenas 13 ou 14 pessoas se dispõem a trabalhar voluntariamente pensando a cidade. É muito fácil criticar quem está fazendo esse trabalho. Difícil é colocar o nome e o rosto à disposição para ajudar a construir soluções”, declarou Luís Miguel, reforçando que a decisão busca dar mais dinamismo às ações da CDL em defesa do comércio anapolino.














