Encontro do PL em Brasília reuniu postulantes de diferentes estados e partidos em torno de pautas como segurança, economia, saúde e educação
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, reuniu nesta terça-feira (11), em Brasília, candidatos ao Senado que apoiam sua campanha para discutir prioridades e alinhar as principais bandeiras para as eleições de 2026. Segundo o material divulgado pelo partido, 47 postulantes de diferentes estados e legendas integram o grupo de apoio ao senador. A primeira-dama Michelle Bolsonaro, candidata ao Senado pelo Distrito Federal, também participou do encontro e de gravações. Entre os temas apresentados por Flávio estão segurança pública, saúde, educação e economia. “Vamos tratar de temas do Brasil, tratar das contas da saúde, que estão uma porcaria em um monte de lugar. Vamos discutir a atualização da tabela SUS, discutir a mudança do currículo escolar, a formação de professores. Temos que discutir a internet para se tratar como infraestrutura”, afirmou.
Flávio também destacou que pretende contar com uma bancada alinhada no Senado para viabilizar as propostas de seu eventual governo a partir de 2027. Segundo ele, a renovação de dois terços da Casa nas eleições deste ano poderá alterar a correlação de forças entre os grupos políticos. Durante a entrevista coletiva, o senador questionou os candidatos presentes sobre o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. A resposta foi dada em coro: “Somos! Com certeza”. Flávio afirmou ainda que os candidatos apoiados pelo grupo serão cobrados pelos eleitores conservadores durante a campanha. “Eles vão ser cobrados nas eleições por isso. Não adianta querer dar canetada, ameaçar. Enquanto mantiverem esse inquérito das fake news aberto”, declarou. O inquérito, aberto em 2019 no STF e relatado por Moraes, é alvo de críticas de parlamentares da direita.
O encontro também foi marcado por críticas à atuação de Moraes em decisões envolvendo jornalistas e liberdade de imprensa. Flávio afirmou ter tomado conhecimento de uma decisão que determinou busca e apreensão contra Raimundo Cutrim, apontado como fonte do jornalista Luís Pablo em reportagens relacionadas ao ministro Flávio Dino. “O sigilo da fonte sempre foi algo sagrado. Então vejam o que está em jogo no país. Além de tudo, da própria liberdade de imprensa”, afirmou o senador, ao defender uma reação conjunta dos jornalistas contra o que classificou como abuso e arbitrariedade. Flávio pediu ainda que os demais ministros do Supremo se posicionem sobre o episódio e afirmou que o país atravessa um momento grave. Ao encerrar sua participação, reforçou a intenção de manter a articulação com os candidatos ao Senado durante a campanha. “Todos vão ter aí canal direto para ajudar os seus estados. E vão encontrar na Presidência da República alguém sempre disposto e disponível para ajudar os cidadãos dos seus estados”, disse.













