Processo questiona apoio público do prefeito de Anápolis a candidatura adversária à lançada oficialmente pelo partido para o Governo de Goiás.
Por Richelson Xavier
A Comissão Executiva Estadual do Partido Liberal em Goiás decidiu, por unanimidade, receber a representação ético-disciplinar apresentada contra o prefeito de Anápolis, Márcio Corrêa. A decisão foi tomada nesta quinta-feira (27), durante sessão extraordinária convocada pelo Edital nº 03/2026. O processo será encaminhado imediatamente ao Conselho de Ética do partido. Segundo o advogado do PL-GO, Leonardo Batista, a decisão não representa uma condenação ou aplicação de penalidade. “A Executiva não julgou a conduta nem aplicou penalidade. A instrução do processo cabe agora ao Conselho de Ética, com contraditório e ampla defesa assegurados ao prefeito de Anápolis”, afirmou. O advogado constituído por Márcio acompanhou a sessão, teve acesso aos autos e recebeu uma cópia integral do processo.
A representação foi protocolada em 22 de agosto por um filiado do partido e atribui a Márcio Corrêa manifestação pública de apoio a uma candidatura ao Governo de Goiás diferente daquela lançada oficialmente pelo PL. A legenda sustenta candidatura própria nas eleições de 2026. Segundo a nota, a representação se baseia no Estatuto do Partido Liberal, no Código de Ética e na Resolução Administrativa nº 004/2026 da Comissão Executiva Nacional, que veda a quem exerce mandato eletivo pelo partido o apoio público, em qualquer de suas formas, a candidatos de outras legendas ou que não integrem coligações celebradas pelo PL.
O presidente do PL-GO, senador Wilder Morais, lamentou a abertura do procedimento e afirmou que a legenda deveria estar concentrada nas eleições e em suas principais bandeiras. “Temos duas missões prioritárias: fazer o estado de Goiás prosperar mais, fazendo a riqueza que o estado produz chegar à mesa de cada família goiana e eleger Flávio Bolsonaro presidente, para dar fim ao governo do PT e fazer o Brasil voltar a dar certo”, declarou. Wilder também classificou como “uma infelicidade” o fato de um processo político interno ocupar espaço durante a campanha. “O foco deve ser a melhoria de vida dos goianos e questões político partidárias internas não deveriam ocupar esse espaço”, afirmou.












