Prefeito de Anápolis afirma que mantém apoio a Flávio Bolsonaro, Gustavo Gayer e Major Vitor Hugo e diz que decisão de apoiar Daniel Vilela busca preservar interesses da cidade.
Por Richelson Xavier
O prefeito de Anápolis, Márcio Corrêa (PL), reagiu nesta quinta-feira (27) à decisão da Executiva do PL de Goiás de autorizar o início de um processo que pode resultar em sua expulsão da legenda por suposta infidelidade partidária. Em vídeo publicado nas redes sociais, Corrêa afirmou que sua manifestação de apoio ao governador Daniel Vilela (MDB) é uma decisão coerente com os interesses de Anápolis e destacou que continua alinhado a nomes da direita. “Quando se fala em traição à direita, o meu candidato à presidência é o próximo presidente Flávio Bolsonaro, eu já manifestei isso várias vezes, o meu candidato ao Senado é a maior liderança de direita do Estado, Gustavo Gayer, o meu candidato a deputado federal é o Major Vitor Hugo”, afirmou. O prefeito também disse que o apoio a Daniel ocorre em razão da relação construída desde a eleição municipal e das ações realizadas pelo governo estadual em poucos meses de sua administração.
Corrêa também elevou o tom ao questionar diretamente o presidente estadual do PL, senador Wilder Morais, sobre os critérios utilizados para cobrar fidelidade partidária. Segundo o prefeito, o processo teria sido provocado por pessoas ligadas à estrutura política do senador e afirmou que, se a cobrança for feita “a ferro e fogo”, outros integrantes da legenda também deveriam ser submetidos ao mesmo questionamento. “Eu queria entender o que é fidelidade e o que é infidelidade partidária”, declarou. Na sequência, fez uma série de questionamentos sobre a atuação de Wilder no Senado e suas posições em votações, além de mencionar que deputados federais do PL e outros mandatários teriam demonstrado interesse em apoiar Daniel Vilela como parte de uma estratégia de pacificação da direita em Goiás. “O interesse pessoal esteve acima dos interesses da legenda”, afirmou Márcio, ao sustentar que a prioridade deveria ser a eleição de Gustavo Gayer para o Senado.
Ao defender sua posição, o prefeito afirmou ainda que recebeu manifestações de apoio de lideranças nacionais da direita, incluindo uma ligação de Flávio Bolsonaro. Corrêa disse que não pretende trocar um projeto voltado à população de Anápolis por uma disputa política que classificou como “um projeto pessoal e falido, sem consistência, sem sustentação”. O prefeito também afirmou estar disposto a discutir publicamente o assunto com Wilder Morais e reforçou que, para ele, direita e esquerda não podem ser definidas apenas por uma sigla partidária. “Não posso ser de direita no discurso e ser esquerda nas minhas ações, nas minhas votações”, declarou. O episódio abre uma nova frente de disputa dentro do PL de Goiás e coloca em lados opostos duas das principais lideranças do partido no Estado, enquanto Márcio Corrêa mantém sua estratégia de aproximação com Daniel Vilela e, ao mesmo tempo, reafirma apoio aos principais nomes da direita para 2026.












