Ex-integrante do movimento percorreu ocupação em Sidrolândia, no Mato Grosso do Sul, e afirmou que pretende levar ao Congresso o enfrentamento político aos movimentos de esquerda.
Por Richelson Xavier
O candidato a deputado federal por São Paulo Pedro Pôncio (NOVO), ex-integrante do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), entrou em um acampamento do movimento na região de Sidrolândia, em Mato Grosso do Sul, para registrar as condições encontradas no local. Durante a gravação, ele percorreu áreas ocupadas por famílias, mostrou barracos e um espaço que, segundo seu relato, seria utilizado para reuniões e atividades de formação. Pôncio afirmou que decidiu retornar a um ambiente semelhante ao que conheceu no passado para mostrar aos eleitores como funciona a estrutura de uma ocupação e questionar a permanência de famílias nesses locais durante longos períodos.
Diferentemente de outras manifestações em que concentra as críticas apenas na direção do MST, Pôncio direcionou parte do discurso às crianças e famílias que vivem nos acampamentos. O candidato afirmou que pais levam filhos para estruturas precárias enquanto aguardam a promessa de acesso à terra e disse conhecer essa realidade por ter integrado o movimento. Também relatou que, quando militava, participou de atividades de formação voltadas ao enfrentamento político do agronegócio e do que era apresentado como “grande capitalista”. Para Pôncio, sua passagem pelo MST tornou-se hoje um dos principais argumentos para questionar publicamente os métodos e a atuação política da organização.
A visita também foi utilizada pelo candidato para apresentar uma das bandeiras que pretende defender caso seja eleito deputado federal. Pôncio afirmou que quer combater a influência política de movimentos como MST, MTST e CUT e citou nominalmente políticos de esquerda, entre eles Guilherme Boulos, Erika Hilton, Sâmia Bomfim e Glauber Braga. Ao pedir apoio à candidatura de número 3022, disse que pretende continuar entrando em espaços ligados aos movimentos para produzir denúncias e levar o debate ao Congresso. As acusações e classificações feitas durante a gravação representam a posição de Pedro Pôncio, e o material fornecido não apresenta manifestação do MST sobre a entrada do candidato no acampamento ou sobre as críticas feitas por ele.












