Márcio Corrêa afirma que houve flagrante, promete responsabilização e convoca população a denunciar esquema envolvendo bem público em Anápolis.
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A declaração do prefeito Márcio Corrêa à Rádio São Francisco não deixa espaço para interpretação branda. “Até túmulo do cemitério, essa semana nós pegamos um flagrante da pessoa vender no fundo da prefeitura por 55 mil reais. São oito gavetas já arrumadinho, prontinho, tá vazio. Já com o ganho ali por cima, tudo bonitinho.” A fala revela a existência de uma denúncia concreta envolvendo a oferta de um túmulo no Cemitério São Miguel, área municipal, por um valor que transforma espaço público em produto de luxo. Se confirmada, a prática representa não apenas ilegalidade administrativa, mas afronta direta ao patrimônio coletivo.
O prefeito reforçou que o município arca com todos os custos de manutenção do cemitério. “Prefeitura gasta com manutenção, com roçagem, com limpeza, com energia. Se um cidadão pobre tá num túmulo ali no São Miguel, não tem. O pessoal tá vendendo túmulo lá, 55 mil reais.” O contraste exposto na fala evidencia o impacto social da denúncia. Enquanto famílias de baixa renda dependem do poder público para garantir sepultamento digno, alguém estaria transformando a estrutura municipal em negócio particular. O áudio que chegou à gestão é descrito como grave demais para ser ignorado. Trata-se de um bem público, pertencente ao município, e não de propriedade privada sujeita à livre comercialização.
Márcio Corrêa afirmou que o caso já está sendo denunciado formalmente. “De forma ilegal, está sendo denunciado. Foi gravado a pessoa vendendo esse túmulo. Nós iremos enfrentar até as últimas consequências, porque esse é o nosso papel.” Ele também fez um apelo direto à população. “Agora precisa que a população nos ajude. Faça denúncia, denuncia na polícia, no Ministério Público. A gente precisa recuperar esse patrimônio, recuperar a ordem da cidade de Anápolis.” A Prefeitura informou que já busca as autoridades competentes para que a investigação ocorra com rigor. Se alguém tentou transformar bem público em negócio particular, como disse o prefeito, terá de responder não apenas administrativamente, mas também judicialmente.













