Aluna do IFG representará o país no Open Malta e no Campeonato Mundial WKA após sequência de pódios nacionais em 2025.
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Aos 16 anos, Anna Lara Veiga Moura já carrega no currículo o que muitos atletas levam uma década para conquistar. Estudante do curso técnico integrado em Edificações do Instituto Federal de Goiás, Câmpus Anápolis, ela foi convocada para integrar a Seleção Brasileira de Karatê pela Confederação Nacional de Karatê do Brasil. A atleta representará o país no Open Malta 2026 e no Campeonato Mundial de Karatê WKA 2026, que serão realizados entre os dias 26 e 29 de março, em Malta, na categoria infantojuvenil, voltada para atletas de 16 e 17 anos. A convocação não veio por acaso, mas como consequência direta de uma temporada marcada por desempenho consistente e resultados expressivos.
O passaporte para o Mundial foi carimbado após uma sequência de conquistas em 2025. No Campeonato Brasileiro de Karatê, disputado em Fortaleza, Anna Lara alcançou o segundo lugar na modalidade kata e o terceiro no kumite, resultados que garantiram sua vaga internacional. Antes disso, já havia se destacado na Copa Bassaikan, em Brasília, e na Copa do Brasil, em Balneário Camboriú. A regularidade nos pódios consolidou seu nome entre os principais talentos da categoria no país. Ela compete nas duas frentes mais tradicionais do karatê, o kata, que exige precisão técnica e controle absoluto dos movimentos, e o kumite, modalidade de combate que testa estratégia, velocidade e resistência.
A trajetória da jovem atleta começou aos 13 anos, em um projeto social no bairro Copacabana. O que era atividade extracurricular se transformou em disciplina diária e projeto de vida. Atualmente, Anna Lara treina sob a orientação do sensei Guedes Silvestre e mantém uma rotina intensa de segunda a sábado. O desafio é conciliar o alto rendimento esportivo com os estudos em período integral no IFG. A participação nas competições internacionais só é possível graças ao apoio da família e de patrocinadores, que assumem os custos de viagem e inscrição. A convocação para vestir a camisa da Seleção Brasileira não é apenas reconhecimento individual, mas símbolo de como investimento em esporte de base, disciplina e apoio familiar podem transformar talento em representação internacional.
Com informações do IA Esporte












