Primeira-dama diz que prioridade é servir, fortalecer a gestão e ampliar alcance das políticas públicas, enquanto prefeitura tenta alcançar até 40 mil pessoas fora do cadastro social.
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Durante o lançamento do programa Elo Itinerante, a primeira-dama e secretária municipal de Assistência e Políticas Sociais, Carla Lima, foi direta ao encerrar especulações sobre uma possível candidatura a deputada estadual. Questionada publicamente se seria pré-candidata, respondeu sem rodeios: “Não, não sou, já fizeram essa pergunta, estou aqui, primeiro, para servir Jesus Cristo, segundo lugar, para servir o meu prefeito, que esse sim é o meu líder, debate político está com o prefeito.” A declaração, feita em meio à apresentação de um dos principais programas sociais da atual gestão, sinaliza que sua atuação seguirá concentrada na área social e alinhada politicamente ao chefe do Executivo municipal.
A fala ganha peso no contexto do próprio Elo Itinerante, iniciativa criada para buscar ativamente milhares de pessoas que hoje estão fora do radar da assistência social. Como já destacado pela secretária, apenas 1.700 usuários estavam cadastrados nas faixas de pobreza reconhecidas oficialmente quando a gestão assumiu, número muito inferior à estimativa real. “Onde estão essas 30 mil pessoas?”, questionou em outra ocasião ao explicar a origem do programa. O projeto pretende percorrer todos os bairros com equipes multidisciplinares, realizando cadastros, encaminhamentos para benefícios, acesso a programas habitacionais, qualificação profissional e suporte a famílias em extrema vulnerabilidade.
Ao descartar qualquer projeto eleitoral, Carla reforça a narrativa de que sua presença na gestão é técnica e voltada ao serviço público. “Estou aqui para servir”, afirmou, vinculando sua atuação a princípios pessoais e à liderança do prefeito. Em um ambiente político frequentemente marcado por antecipação de candidaturas e movimentos estratégicos, a declaração pública busca afastar ruídos e manter o foco no desafio imediato: ampliar o alcance das políticas sociais, fortalecer vínculos com a população mais vulnerável e transformar números subnotificados em cidadãos efetivamente assistidos pelo poder público.














