Portal Anápolis
  • Política
  • Economia
  • Saúde
  • Anápolis
  • Goiás
  • Brasil
  • Opinião
Nenhum Resultado
Ver Todos os Resultados
  • Política
  • Economia
  • Saúde
  • Anápolis
  • Goiás
  • Brasil
  • Opinião
Nenhum Resultado
Ver Todos os Resultados
Portal Anápolis
Nenhum Resultado
Ver Todos os Resultados

O que “destrói empresas” não é a Lava Jato, mas a corrupção

de Portal Anápolis
em Brasil
A A
WhatsappFacebookTwitter

Por Gazeta do Povo

A longa série “A Lava Jato foi boa para o país, mas…”, em que se acrescenta nas reticências qualquer tipo de mal ou irregularidade para denegrir a operação, ganhou um novo capítulo nesta segunda-feira, por cortesia do presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Dias Toffoli. Desta vez, a ressalva foi a de que a operação “destruiu empresas”, com o acréscimo, por parte do magistrado, de que “isso jamais aconteceria nos Estados Unidos. Jamais aconteceu na Alemanha. Nos Estados Unidos tem empresário com prisão perpétua, porque lá é possível, mas a empresa dele sobreviveu”.

Não chega a ser um argumento novo. Já foi usado pela ex-presidente Dilma Rousseff e por vários de seus ministros, que jogaram nas costas da Lava Jato até mesmo a culpa pela pior recessão da história do país. Em julho de 2015, durante reunião ministerial, Dilma afirmou que a Lava Jato havia reduzido o Produto Interno Bruto nacional em 1% – o que equivaleria a pouco mais de R$ 50 bilhões, em valores da época. No mês seguinte, em audiência na Câmara dos Deputados, Aloizio Mercadante, então ministro-chefe da Casa Civil, falou em um impacto de até 3,5% do PIB, citando estudos feitos por consultorias. Este impacto consistiria especialmente na redução de investimentos, seja da Petrobras, seja de todas as empreiteiras envolvidas no esquema desvendado pela Lava Jato.

“Não é a Lava Jato que destrói empresas, mas a opção de seus donos pela corrupção, punida com a correta aplicação da lei“

Em primeiro lugar, é mais que óbvio que não haveria impacto algum se todos os atores tivessem agido com honestidade. Nem na Alemanha, nem nos Estados Unidos – para usar os exemplos de Toffoli – houve um esquema como o petrolão, em que o governo aparelhou uma empresa estatal e usou seus contratos para colocar em funcionamento um esquema bilionário de propinas com o objetivo de fraudar a democracia e perpetuar um projeto partidário de poder. E, se houve o esquema, a melhor coisa que poderia ter ocorrido ao país foi a sua descoberta, graças ao trabalho de instituições como a Polícia Federal e o Ministério Público Federal, permitindo que a sociedade conhecesse em detalhes como o Brasil foi saqueado e quem foram os responsáveis por isso. A alternativa, é claro, seria que tudo continuasse funcionando nas sombras, com todos os investimentos fluindo da forma prevista – bem como as propinas.

E, se também as empresas, e não apenas os empresários, sofreram as consequências do fato de a Lava Jato terem desmontado o esquema de propinas, isso se deu porque as leis do país assim o determinam – principalmente a Lei de Licitações e a Lei Anticorrupção, esta última sancionada em 2013 por Dilma. Toffoli deveria saber disso, pois, quando deu seu voto decisivo para derrubar a prisão após condenação em segunda instância (o que, aliás, levaria à soltura de alguns empreiteiros pegos pela Lava Jato), alegou justamente a soberania do povo exercida por meio de seus representantes, que teriam aprovado a redação atual do Código de Processo Penal. Ora, o que vale para o CPP também vale para a Lei de Licitações e a Lei Anticorrupção.

Assim, a crítica de Toffoli simplesmente não procede. Não é a Lava Jato que destrói empresas, mas a opção de seus donos pela corrupção, punida com a correta aplicação de uma lei devidamente aprovada pelo Congresso Nacional. Pode-se questionar se a estratégia de castigar também as empresas, quando elas estão implicadas em escândalos de corrupção, é razoável. Mas, se uma companhia colabora, por meio de seus donos e executivos, para defraudar o governo, nada mais natural que essa empresa sofra as sanções previstas na legislação, como multas e a declaração de inidoneidade, que a impede de celebrar novos contratos com o poder público – foi o que ocorreu, por exemplo, com a alemã Siemens, condenada a pagar pesadas multas em seu país de origem por um esquema descoberto em 2007 e que ficou proibida de participar de licitações do Banco Europeu de Investimentos até 2014. Além disso, no caso brasileiro, a legislação também contempla maneiras de as pessoas jurídicas mitigarem as punições aplicadas, por meio da cooperação com os órgãos de investigação.

Neste caso – e em muitas outras acusações injustamente lançadas contra a Lava Jato – não existe “mas”. De fato, obras foram interrompidas, brasileiros perderam seus empregos, e algumas empreiteiras envolvidas no esquema realmente enfrentam dificuldades, estando em recuperação judicial. Mas a Lava Jato nem de longe é a causa desse estado de coisas; afirmar o contrário, como acabou de fazer o presidente do STF, é errar completamente o alvo. É como culpar quem abre as janelas pela imundície no quarto, quando na verdade a luz do sol, nas célebres palavras de Louis Brandeis – também ele um membro de suprema corte, no caso a norte-americana – não é a causa da sujeira, mas sim “o melhor desinfetante”.

Com informações da Gazeta do Povo

EnviarCompartilharTwitter

Mais Artigos

Falta de diesel interrompe serviços públicos em 142 cidades do RS
Brasil

Falta de diesel interrompe serviços públicos em 142 cidades do RS

Seis em cada dez indústrias inovaram nos últimos três anos, aponta CNI
Brasil

Seis em cada dez indústrias inovaram nos últimos três anos, aponta CNI

Vacinação contra a gripe começa neste sábado (28): veja quem pode se vacinar
Brasil

Vacinação contra a gripe começa neste sábado (28): veja quem pode se vacinar

Terça-feira será de temporais e céu fechado, com chuva já pela manhã
Anápolis

Temporais e chuva persistente devem marcar a quinta-feira em Anápolis

ELEIÇÕES 2026: janela partidária abre corrida por espaço e intensifica movimentação na Câmara
Brasil

ELEIÇÕES 2026: janela partidária abre corrida por espaço e intensifica movimentação na Câmara

Brasil 2050: plano da CNI prevê economia adicional de até R$ 38 bi em 2026 e defende redução dos juros
Brasil

Brasil 2050: plano da CNI prevê economia adicional de até R$ 38 bi em 2026 e defende redução dos juros

Próximo Artigo

Deputado federal Vitor Hugo presta contas de um ano de mandato

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Recomendado

‘Goteiras, banheiros precários… Isso é inaceitável!’: Márcio Corrêa garante reformas urgentes na UPA da Vila Esperança

‘Goteiras, banheiros precários… Isso é inaceitável!’: Márcio Corrêa garante reformas urgentes na UPA da Vila Esperança

Saneago não tem asfalto suficiente para tapar buracos em Anápolis, diz presidente da ARM

Saneago não tem asfalto suficiente para tapar buracos em Anápolis, diz presidente da ARM

Covid-19: mais de 19 milhões de doses da vacina bivalente já foram aplicadas

Covid-19: mais de 19 milhões de doses da vacina bivalente já foram aplicadas

Pesquisa aponta variação de 232% no preço de presentes para o Dia dos Pais em Anápolis

Pesquisa aponta variação de 232% no preço de presentes para o Dia dos Pais em Anápolis

Chilena compra fábrica em Anápolis por mais de R$ 1 bi

Chilena compra fábrica em Anápolis por mais de R$ 1 bi

Brasileiros e estrangeiros com esquema vacinal completo estão dispensados de apresentar teste negativo de Covid-19 para entrar no País

Brasileiros e estrangeiros com esquema vacinal completo estão dispensados de apresentar teste negativo de Covid-19 para entrar no País

  • About
  • Advertise
  • Privacy & Policy
  • Contact
Nenhum Resultado
Ver Todos os Resultados
  • Política
  • Economia
  • Saúde
  • Anápolis
  • Goiás
  • Brasil
  • Opinião

© 2023