Vereador afirma que quebra de sigilo de Lulinha foi decisão judicial, critica narrativa de “fake news” e diz que país vive momento decisivo.
Foto: Allyne Laís
A sessão ordinária desta segunda-feira foi marcada por um discurso contundente do vereador Wederson Lopes sobre o escândalo envolvendo o INSS. Da tribuna, o parlamentar afirmou que não poderia se omitir diante de um tema que, segundo ele, “atingiu e atinge até hoje os aposentados do Brasil”. O foco da fala foi a investigação que resultou na quebra do sigilo bancário de Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, após aprovação de requerimento na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito e decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça.
Wederson contestou a narrativa de que a entrega de informações bancárias teria ocorrido de forma voluntária. “Não adianta querer dizer aqui que o Lulinha entregou as suas contas bancárias, o seu sigilo bancário. Não, ele não entregou. O requerimento foi aprovado na CPMI do escândalo do INSS e o ministro do Supremo Tribunal Federal, o André Mendonça, autorizou a quebra do sigilo bancário do filho do Lula.” Para o vereador, os indícios apresentados nas investigações apontam para um suposto uso de influência política. “Um cara que, devido ao seu acesso ao Palácio, usou do seu acesso privilegiado para fazer um grande esquema de corrupção com o careca do INSS. Todos os depoimentos, todos os indícios, levam para o filho do Lula.”
O parlamentar também criticou o que classificou como recorrente tentativa de desqualificar denúncias como sendo desinformação. “O triplex era fake news. O sítio de Atibaia era fake news. O Mensalão era fake news. O Petrolão era fake news. Tudo era fake news. O escândalo agora do INSS roubando os aposentados do nosso país é também uma fake news.” Em tom de cobrança, afirmou confiar na atuação da Justiça. “O povo brasileiro não é bobo. A justiça, creio e quero acreditar, que não vai deixar passar impune mais esse escândalo que assaltou uma parte bastante fragilizada da nação brasileira.” Ao final, associou o momento político a uma reflexão moral. “Eu creio que o Brasil vai chegar nessa grande virada, que os olhos se abrirão e que o Brasil vai tomar novos rumos. Quando o justo governa, a nação se alegra e quando o ímpio governa, o povo geme e feliz é a nação cujo Deus é o Senhor.”














