Secretária explica em entrevista que iniciativa vai levar equipes aos bairros para localizar famílias vulneráveis e ampliar cadastro em programas sociais.
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A Prefeitura de Anápolis decidiu mudar a forma de atendimento para famílias que precisam acessar benefícios sociais. Em entrevista à TV Record Goiás, a secretária municipal de Assistência e Políticas Sociais e primeira-dama, Dra. Carla Lima, explicou o funcionamento do programa Elo Itinerante, iniciativa que pretende levar o atendimento diretamente aos bairros e reduzir a distância entre o poder público e as famílias em situação de vulnerabilidade.
Ao comentar o projeto, Carla destacou que a proposta nasce da necessidade de alcançar pessoas que não conseguem chegar até os centros de referência. “É um programa simples, mas extremamente eficiente. Ao invés de criarmos uma estrutura que geraria maior impacto financeiro para o município, nós utilizamos uma estrutura de pessoas que já existe e criamos um projeto continuado.” Segundo ela, equipes da assistência social serão levadas até as comunidades por meio de vans destinadas por senadores e deputados. “Essas equipes vão até bairros mais distantes, onde a população tem pouco acesso aos equipamentos sociais, como os CRAS e os CREAS.”
A secretária também apresentou dados que evidenciam o desafio enfrentado pela política social do município. “No início de 2025, apenas 1.700 usuários estavam registrados nas categorias de pobreza 1 e pobreza 2. Pela expectativa do Governo de Goiás, deveríamos ter cerca de 30 mil pessoas nessas condições cadastradas.” Desde então, a gestão conseguiu ampliar o número para aproximadamente 9 mil usuários, mas ainda há um grande contingente fora do sistema. “Eu quero entender onde estão essas pessoas. Precisamos encontrar e alcançar essas famílias para que tenham acesso aos benefícios estaduais e federais.”
O programa funcionará com equipes multidisciplinares que percorrerão diferentes regiões da cidade. Carla explicou que haverá um cronograma de visitas e permanência nos bairros pelo tempo necessário para identificar as famílias vulneráveis. “A ideia é seguir o exemplo do nosso prefeito, que coordena a cidade nas ruas. A assistência social também precisa estar presente nas ruas. As equipes vão se deslocar por toda a cidade e permanecer nos bairros até que todas as famílias sejam alcançadas e os dados devidamente registrados.”
Outro ponto central da iniciativa é ampliar a inclusão no Cadastro Único, sistema que permite acesso a diversos programas sociais. “Os projetos habitacionais, os programas do governo federal e do governo estadual exigem o CadÚnico. Por isso precisamos entender por que essas pessoas ainda não estão inseridas.” Para Carla, muitas vezes quem mais precisa enfrenta obstáculos básicos. “O vulnerável tem dificuldade de locomoção, tem dificuldade até de entender os seus direitos.”
A secretária concluiu destacando que o Elo Itinerante pretende ir além do cadastramento. A proposta também inclui orientação e acompanhamento das famílias. “Nossa intenção é trazer clareza e ensinar à população quais são os direitos que ela possui, para que essas pessoas possam lutar por eles e ser assistidas pelo município.” A estratégia aposta na busca ativa como ferramenta para ampliar o alcance das políticas sociais e garantir que benefícios públicos cheguem a quem realmente precisa.













