Andreia Rezende respeita decisão judicial para Anápolis x Anapolina, mas afirma que a cidade tem condições de receber as duas torcidas com segurança.
Foto: Câmara Municipal de Anápolis
Durante a sessão ordinária desta quarta-feira, 4 de fevereiro, a presidente da Câmara Municipal de Anápolis, Andreia Rezende, do Avante, se posicionou publicamente sobre a decisão que determinou torcida única no clássico entre Anápolis e Anapolina. A partida, marcada para domingo, dia 8, às 16h, no Estádio Jonas Duarte, será realizada apenas com torcedores do Anápolis Futebol Clube, após recomendação do Ministério Público, feita a pedido do próprio clube mandante.
Em seu pronunciamento na tribuna, Andreia afirmou que respeita a decisão judicial, mas fez questão de registrar seu entendimento de que Anápolis possui maturidade suficiente para sediar um clássico com as duas torcidas presentes. Para a parlamentar, o confronto é um evento que mobiliza a cidade e faz parte da identidade esportiva local. Segundo ela, o futebol anapolino já demonstrou capacidade de convivência pacífica, desde que haja planejamento, segurança e orientação adequada aos torcedores.
A presidente da Câmara destacou que situações de conflito não estão necessariamente ligadas à presença simultânea das torcidas dentro do estádio. De acordo com Andreia, problemas podem ocorrer fora do ambiente esportivo, independentemente da decisão por torcida única. Ela ressaltou que a solução passa por investimento em segurança pública, organização e conscientização dos torcedores, e não apenas por restrições de acesso aos jogos.
Andreia Rezende também defendeu o direito de cada cidadão torcer livremente pelo seu time do coração. Em sua fala, mencionou que deseja acompanhar a Anapolina, assim como outros vereadores e torcedores pretendem apoiar o Anápolis, reforçando que o clássico representa um momento de emoção coletiva para a cidade. Para ela, impedir a presença das duas torcidas tira parte do significado do espetáculo esportivo e do envolvimento popular que o campeonato estadual desperta.
Ao final, a presidente reforçou que o futebol deve ser vivido com paixão, mas também com responsabilidade. Ela afirmou esperar que, no futuro, decisões como essa possam ser revistas, permitindo que clássicos tão aguardados sejam disputados com arquibancadas cheias e diversidade de torcedores, em um ambiente seguro e pacífico, à altura da tradição esportiva de Anápolis.













