Vereador afirma que desenvolvimento exige união e planejamento estratégico para projetar Anápolis para as próximas décadas.
Foto: Allyne Laís
Em entrevista concedida ao Portal Anápolis na sexta-feira (13), o vereador Wederson Lopes (UB) destacou a importância de pensar o futuro da cidade a partir de planejamento estratégico e união entre os diversos setores da sociedade. Ao comentar o debate sobre o programa Prospera Anápolis e a atualização do Plano Diretor, o parlamentar afirmou que o município vive um momento decisivo para definir os rumos do desenvolvimento urbano, econômico e social nas próximas décadas.
Wederson ressaltou que Anápolis precisa olhar para frente e assumir um papel de protagonismo regional. Segundo ele, o momento atual exige visão estratégica diante das transformações tecnológicas e econômicas que impactam diretamente as cidades. “Tenho reiterado a necessidade de Anápolis olhar para o futuro. O retrovisor é útil para alcançar metas, mas o foco deve estar na vanguarda. Anápolis vivencia um momento crucial, com a atualização do Plano Diretor e o acelerado desenvolvimento tecnológico global, exigindo atenção”, afirmou.
O vereador também destacou que o debate sobre o futuro da cidade deve envolver toda a sociedade, evitando disputas e interesses isolados. Para ele, a construção de um projeto sólido para Anápolis depende da cooperação entre lideranças políticas, setor produtivo e sociedade civil. “A pergunta central é que futuro desejamos para nossa cidade. Qual o cenário ideal e quais são nossas prioridades para Anápolis. Além disso, é imprescindível a união. Disputas, culpas ou tentativas de protagonismo setorial nos impedirão de progredir. É fundamental que Anápolis assuma seu papel de protagonista, unindo esforços para definir o rumo do desenvolvimento”, destacou.

Durante a entrevista, Wederson Lopes explicou que a atualização do Plano Diretor já está em andamento e deve ser concluída até julho de 2026. O documento é considerado a principal ferramenta de planejamento urbano da cidade e estabelece diretrizes sobre crescimento urbano, mobilidade, uso do solo e expansão econômica. “Estamos no processo de atualização do Plano Diretor, que deve ser concluído até julho de 2026. O Plano Diretor define o que queremos para nossa cidade. A atualização é essencial a cada dez anos. Precisamos projetar Anápolis não apenas para os próximos dez anos, mas para 20, 30 ou até 50 anos”, explicou.
O parlamentar informou ainda que já foram realizadas oito reuniões da comissão especial responsável pela atualização do Plano Diretor. Entre os encontros, uma das discussões recentes envolveu representantes religiosos da cidade, tanto da comunidade católica quanto evangélica, para tratar das normas relacionadas à construção e funcionamento de templos religiosos. De acordo com o vereador, uma das principais demandas apresentadas foi a diferenciação entre templos religiosos e estabelecimentos comerciais, especialmente em relação aos horários de funcionamento. As sugestões apresentadas foram encaminhadas ao Executivo para avaliação na minuta do projeto.
Wederson também defendeu que o planejamento urbano de Anápolis precisa acompanhar a velocidade das transformações tecnológicas e econômicas do mundo atual. Ele lembrou que algumas legislações importantes da cidade estão desatualizadas há décadas, o que exige revisão urgente para garantir competitividade e desenvolvimento. “Vivemos um período de grande avanço tecnológico, com a inteligência artificial ganhando destaque. Não podemos nos limitar a planejar apenas para os próximos dez anos. Temos leis em Anápolis que datam de 2006. O Código de Edificações não é atualizado há 20 anos e a lei de parcelamento do solo também está há duas décadas sem atualização”, afirmou.
Por fim, o vereador ressaltou que crescimento econômico e preservação ambiental podem caminhar juntos quando existe planejamento e inovação. Segundo ele, as novas tecnologias permitem modelos de desenvolvimento que geram emprego e renda sem comprometer o meio ambiente. “É importante ressaltar que o desenvolvimento econômico não é incompatível com a preservação ambiental. Atualmente existem técnicas construtivas e estratégias de desenvolvimento econômico que promovem geração de empregos aliadas à preservação ambiental. Buscamos um desenvolvimento econômico sustentável para nossa cidade”, concluiu.













