Governador goiano afirma que medida é desproporcional, cita estado de saúde do ex-presidente e declara solidariedade à família Bolsonaro.
Por Richelson Xavier – Foto: Reprodução/Instagram Ronaldo Caiado
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), usou suas redes sociais neste sábado (22) para criticar a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em publicação, o chefe do Executivo estadual afirmou que a decisão representa um momento preocupante da política nacional e que o processo ao qual Bolsonaro vem sendo submetido busca, segundo ele, colocar sua dignidade à prova.
Para Caiado, a justificativa apresentada para a prisão não se sustenta. Ele classificou como improvável que Bolsonaro pudesse planejar ou executar uma tentativa de fuga. O governador destacou que a hipótese é incompatível com as condições físicas do ex-presidente e com a vigilância permanente a que está submetido.
A crítica direta do governador concentrou-se na alegação de que Bolsonaro teria articulado uma fuga a partir de uma vigília pública. Segundo ele, a narrativa não encontra respaldo real. Em suas palavras, “a suposição de uma fuga a partir de uma vigília é algo tão improvável quanto a suposição da derrubada do Estado Democrático de Direito, promovida por um bando de baderneiros”.
Caiado também mencionou o estado de saúde do ex-presidente para contestar a medida. “Tampouco é razoável acreditar que alguém com a saúde tão debilitada, que necessita de cuidados médicos permanentes e é monitorado pela Polícia Federal, teria condições de levar a cabo um plano de fuga”, afirmou.
O governador disse esperar que o Supremo Tribunal Federal revise a decisão o quanto antes. “Acredito e torço por uma revisão rápida desta decisão pelo Colegiado do Supremo Tribunal Federal. É o mais correto”, escreveu.
Ao final da manifestação, Caiado declarou solidariedade a Bolsonaro e à família. Segundo ele, o ex-presidente reúne as qualidades necessárias para enfrentar o cenário atual. “Minha total solidariedade ao ex-presidente Bolsonaro e à sua família. Como homem temente a Deus, que ele sempre foi, terá altivez, força e coragem para enfrentar esse momento extremamente delicado da sua vida.” O governador também afirmou que acredita que a resposta ao episódio será dada “pelas ruas e pelo povo nas eleições do ano que vem”.













