Portal Anápolis
  • Política
  • Economia
  • Saúde
  • Anápolis
  • Goiás
  • Brasil
  • Opinião
Nenhum Resultado
Ver Todos os Resultados
  • Política
  • Economia
  • Saúde
  • Anápolis
  • Goiás
  • Brasil
  • Opinião
Nenhum Resultado
Ver Todos os Resultados
Portal Anápolis
Nenhum Resultado
Ver Todos os Resultados

Isenção do IR até R$ 5 mil reacende debate sobre taxação de dividendos

de Portal Anápolis
em Economia
A A
Isenção do IR até R$ 5 mil reacende debate sobre taxação de dividendos
WhatsappFacebookTwitter

Em vigor em 2026, medida reduz alíquotas da classe média e impõe imposto de 10% sobre lucros distribuídos acima de R$ 600 mil ao ano.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A partir de 1º de janeiro de 2026, entra em vigor a Lei nº 15.270/2025, que isenta do Imposto de Renda pessoas físicas com renda mensal de até R$ 5 mil. A nova legislação também reduz as alíquotas para quem recebe entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350 por mês, medida apresentada pelo governo como forma de corrigir a defasagem histórica da tabela do IRPF.

Para compensar a perda de arrecadação, o Brasil volta a tributar a distribuição de lucros e dividendos, encerrando quase três décadas de isenção. Desde 1996, os valores pagos pelas empresas a sócios e acionistas estavam livres de Imposto de Renda na pessoa física, sob o argumento de que o lucro já havia sido tributado na esfera empresarial. Com a nova norma, essa lógica passa a ser parcialmente revista.

A partir do próximo ano, lucros e dividendos voltam a ser tributados por meio do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF). Para pessoas físicas residentes no Brasil, a alíquota será de 10% sobre os valores distribuídos que ultrapassarem R$ 50 mil mensais — ou R$ 600 mil por ano — por empresa. No caso de beneficiários domiciliados no exterior, a alíquota de 10% incidirá sobre os dividendos pagos ou remetidos, independentemente do valor.

Há, ainda, regras de transição. Lucros apurados até 31 de dezembro de 2025 permanecem isentos, desde que tenham sido formalmente aprovados até essa data, mesmo que a distribuição ocorra posteriormente. O objetivo é evitar a tributação retroativa de resultados acumulados sob o regime anterior.

Efeitos sobre investimentos e empregos

Entidades empresariais, como a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), a Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e a FecomercioSP, reconhecem que a medida corrige uma distorção histórica da tabela do IRPF, mas alertam para riscos à atividade econômica. Segundo as instituições, o retorno da tributação sobre dividendos pode gerar insegurança jurídica, estimular a evasão fiscal e aumentar a litigiosidade, além de comprometer investimentos e empregos.

As entidades afirmam que, hoje, as empresas já arcam com uma carga de 34% sobre o lucro (IRPJ e CSLL), além de PIS, Cofins, ISS e ICMS. A tributação adicional sobre dividendos, segundo o manifesto divulgado, “contraria os princípios de simplicidade e transparência tributária” e coloca em risco especialmente micro, pequenas e médias empresas — responsáveis por boa parte da geração de empregos e inovação no país.

“Utilizar o aumento da carga tributária para viabilizar a medida, na nossa ótica, significa tirar competitividade das empresas brasileiras, especialmente dos pequenos negócios”, reforça o vice-presidente jurídico da CACB, Anderson Trautman. 

Especialistas também apontam possíveis impactos negativos sobre os investimentos produtivos, com redução da atratividade do Brasil no cenário internacional e criação de novos obstáculos ao crescimento econômico.

Na avaliação do advogado tributarista Matheus Almeida, a nova tributação tende a afetar diretamente a formação de poupança e o reinvestimento por parte da classe empreendedora, que já convive com elevada carga tributária. 

“Além de onerar excessivamente aquela pessoa que já ostenta um risco próprio de empreender no nosso país, que é o risco Brasil, a carga tributária, esses 10% a mais, vão afetar a poupança e o reinvestimento, porque são 10% a menos que ficam no mercado circulando. Quem empreende, por si só, já toma riscos, já busca outros negócios para investir”, pontua. 

Segundo ele, empresas capazes de distribuir mais de R$ 600 mil em dividendos por ano geralmente possuem faturamento entre R$ 1 milhão e R$ 2 milhões, mantêm dezenas de funcionários e já suportam uma pesada cadeia de tributos na pessoa jurídica. “Sobrecarregar esse empreendedor é uma medida que, lá na frente, vai cobrar um preço muito caro. Não faz sentido onerar quem já foi onerado, para compensar uma medida que também já deveria ter sido feita.” complementa Almeida.

Fonte: Brasil 61

EnviarCompartilharTwitter

Mais Artigos

Redução da jornada de trabalho pode elevar custos das empresas em até R$ 267 bilhões ao ano, estima CNI
Economia

Redução da jornada de trabalho pode elevar custos das empresas em até R$ 267 bilhões ao ano, estima CNI

Sem compensação, nova faixa de isenção do IR pressiona finanças municipais, com impacto no FPM
Brasil

Sem compensação, nova faixa de isenção do IR pressiona finanças municipais, com impacto no FPM

Contribuintes têm até 19 de fevereiro para atualizar e regularizar patrimônio com o fisco
Brasil

Contribuintes têm até 19 de fevereiro para atualizar e regularizar patrimônio com o fisco

Pix: Novas regras reforçam segurança; Senado analisa lei contra golpes
Economia

Pix: Novas regras reforçam segurança; Senado analisa lei contra golpes

Fim da escala 6×1 ganha força no Congresso e acende alerta no setor produtivo
Economia

Fim da escala 6×1 ganha força no Congresso e acende alerta no setor produtivo

Banco Master: grupo de senadores se reúne com diretor da PF e presidente do STF
Economia

Banco Master: grupo de senadores se reúne com diretor da PF e presidente do STF

Próximo Artigo
Supermaconha avaliada em alto valor é interceptada em rodovia goiana

Supermaconha avaliada em alto valor é interceptada em rodovia goiana

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Recomendado

Senador Vanderlan Cardoso mantém voto em aberto para indicação de Flávio Dino ao STF

Senador Vanderlan Cardoso mantém voto em aberto para indicação de Flávio Dino ao STF

CMTT realiza palestras educativas de direção defensiva em empresas de Anápolis

CMTT realiza palestras educativas de direção defensiva em empresas de Anápolis

Câmara de Anápolis aprova Dia Municipal dos Legendários e projeto segue para sanção do prefeito

Câmara de Anápolis aprova Dia Municipal dos Legendários e projeto segue para sanção do prefeito

Tecnologia 5G completa um ano no Brasil com avanço rápido, mas enfrenta problemas em legislações municipais

Tecnologia 5G completa um ano no Brasil com avanço rápido, mas enfrenta problemas em legislações municipais

Vice-presidente general Mourão deve ser um dos palestrantes da Expo Anápolis

Neto de ex-prefeito é vítima de sequestro relâmpago

Neto de ex-prefeito é vítima de sequestro relâmpago

  • About
  • Advertise
  • Privacy & Policy
  • Contact
Nenhum Resultado
Ver Todos os Resultados
  • Política
  • Economia
  • Saúde
  • Anápolis
  • Goiás
  • Brasil
  • Opinião

© 2023