Em vídeo, Aline Lopes lista medidas de prevenção, comportamento e identificação para evitar sumiços em deslocamentos e locais com grande circulação de pessoas.
Por Richelson Xavier – Foto: Reprodução
A delegada titular da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente de Anápolis, Aline Lopes, publicou um vídeo nas redes sociais com orientações diretas a pais e responsáveis sobre como prevenir o desaparecimento de crianças e adolescentes. O alerta vem após a divulgação de dados recentes que apontam aumento de registros desse tipo de ocorrência no país.
Na gravação, a delegada abre com uma pergunta objetiva. “Se o seu filho se perder de você hoje, ele sabe o que fazer?” Segundo ela, muitos casos começam não com sequestros planejados, mas com a simples perda de contato momentânea entre a criança e o responsável, em ruas, comércios ou áreas de grande movimento.
Entre as principais recomendações, ela orienta que crianças não sejam enviadas sozinhas para compras, mesmo perto de casa. Também defende que, sempre que possível, o trajeto até a escola seja feito com acompanhamento. Quando isso não for viável, a sugestão é organizar deslocamentos em grupo com outros pais ou estudantes.
A delegada chama atenção para abordagens de risco. “Adulto não pede informação para criança ou adolescente”, afirma. De acordo com ela, criminosos podem usar pedidos de ajuda como forma de aproximação. A orientação é ensinar o menor a correr e buscar apoio imediato de um adulto de confiança ao perceber esse tipo de situação.
O vídeo também destaca a importância de rotas mais movimentadas no caminho para a escola, atenção ao entorno e reação rápida quando veículos se aproximam de forma suspeita. Outro ponto enfatizado é a memorização de dados pessoais. Crianças com mais de cinco anos já devem saber dizer o próprio nome, o nome dos pais, endereço e telefone.
Em ambientes com grande aglomeração, a recomendação é combinar previamente um ponto de encontro. Caso ocorra a separação, a criança deve procurar uma pessoa uniformizada, preferencialmente policial, ou uma mulher adulta para pedir ajuda.
Ao final, a delegada resume a mensagem em uma frase que virou destaque na publicação. “Criança segura é criança bem orientada.” Ela também pede que o conteúdo seja compartilhado para ampliar o alcance das orientações e reforçar a prevenção.














