Prefeito afirma que concessões são para trabalho e renda, anuncia envolvimento de órgãos de controle e promete reorganizar espaços municipais.
Foto: Reprodução/Instagram
O prefeito Márcio Corrêa afirmou na tarde desta quarta-feira (18), por meio de vídeo publicado em rede social, que não permitirá o uso de imóveis públicos para fins de sublocação em Anápolis. A declaração foi feita durante visita a boxes e espaços concedidos pelo município. Segundo ele, a concessão é instrumento para geração de trabalho e renda, e não pode ser transformada em fonte de aluguel por terceiros.
No diálogo com comerciantes, o prefeito questionou valores pagos e criticou a prática de repasse de boxes. “O que a gente não pode deixar aqui é um tanto de imóvel do município e o povo sem trabalhar ganhando aluguel”, disse. Em outro momento, reforçou: “Você quer alugar um imóvel? Você compra um, constrói e aluga. O da prefeitura nós não vamos permitir. Isso é ordem do prefeito.” Ele destacou que a concessão é oportunidade para quem trabalha e que, se o concessionário não utiliza o espaço, pode perder o direito. “A concessão é uma oportunidade criada pelo município pra gerar trabalho e renda.”
Corrêa afirmou que a fiscalização será intensificada e que pretende envolver órgãos de controle. “Nós vamos trazer os órgãos de controle, Ministério Público, Polícia Civil, envolver todo mundo para nos ajudar nessa fiscalização, porque esse patrimônio a gente tem responsabilidade com ele.” O prefeito também mencionou a edição de decreto para disciplinar o uso de imóveis públicos e sinalizou que a medida não se restringe a um único local.
Além da fiscalização, o gestor prometeu investimentos para requalificar áreas comerciais municipais, desde que a situação esteja regular. “Isso aqui precisa de uma reforma para atrair o povo, organizar essas lojas”, afirmou. Segundo ele, o objetivo é incentivar quem trabalha e zelar pelo patrimônio público. “Isso não é uma questão política, isso é uma questão de zelo do patrimônio público. Esse patrimônio é do cidadão.”
Ao final, o prefeito disse que a administração vai “organizar a casa” e acompanhar de perto as concessões. “A gente vai incentivar quem trabalha. Não fazer carteira de aluguel com o dinheiro do cidadão.” Para Corrêa, a função social do espaço público é garantir oportunidade para quem produz, e não servir de ponte para intermediação de aluguéis.













