Droga saiu do Mato Grosso com destino a Minas Gerais e foi interceptada em fiscalização de rotina em Anápolis.
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A apreensão de aproximadamente 102 quilos de maconha na manhã desta quarta-feira, 25, no km 96 da BR-060, em Anápolis, revela mais do que um flagrante isolado. A ação da Polícia Rodoviária Federal escancara a importância estratégica da cidade no mapa logístico do país e, ao mesmo tempo, sua vulnerabilidade como corredor de circulação de drogas entre estados.
A abordagem ocorreu por volta das 7h45, durante fiscalização de rotina. O que poderia ser apenas mais uma inspeção padrão ganhou contornos mais graves quando os agentes identificaram indícios de adulteração na estrutura do compartimento de carga de uma caminhonete de pequeno porte. A experiência da equipe fez a diferença. Após verificação minuciosa, foram encontrados 186 tabletes de maconha escondidos em um compartimento preparado especificamente para o transporte do entorpecente.
O motorista, ao ser questionado, afirmou que recebeu o veículo já carregado no estado de Mato Grosso e que o destino final seria Minas Gerais. Disse ainda que receberia pagamento pelo transporte da droga. A dinâmica relatada reforça um modelo já conhecido pelas autoridades: o uso de intermediários no deslocamento interestadual, muitas vezes aliciados para assumir o risco direto da operação enquanto as estruturas maiores do tráfico permanecem nas sombras.
Diante dos fatos, a Polícia Rodoviária Federal deu voz de prisão ao condutor pelo crime de tráfico de drogas. A ocorrência foi encaminhada à Central de Flagrantes da Polícia Civil em Anápolis. O veículo e toda a carga ilícita foram apreendidos.
A BR-060 é uma das principais ligações entre o Centro-Oeste e o Sudeste, e sua relevância econômica também a torna alvo constante de tentativas de transporte de drogas e outros ilícitos. A apreensão desta quarta-feira evidencia a eficácia da fiscalização de rotina e o papel fundamental da PRF no enfrentamento ao tráfico. Mas também levanta uma reflexão inevitável: enquanto houver rotas consolidadas e redes organizadas operando entre estados, a repressão pontual precisará caminhar lado a lado com estratégias mais amplas de inteligência e cooperação interestadual.
O resultado da operação impede que mais de cem quilos de droga cheguem ao mercado consumidor. É um impacto imediato e concreto. Ainda assim, o desafio estrutural permanece. Cada apreensão é uma vitória, mas também um lembrete de que o combate ao tráfico exige vigilância permanente nas estradas que cortam o país.












