Secretária de Assistência e Políticas Sociais detalha trabalho do Centro Pop e a rede de apoio formada por assistência social, saúde e casas de passagem.
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A primeira-dama e secretária municipal de Assistência e Políticas Sociais, Carla Lima Corrêa, destacou o trabalho desenvolvido pelo Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua, conhecido como Centro Pop, durante entrevista concedida ao São Francisco News no último sábado. Segundo ela, o município tem intensificado as ações de acolhimento e acompanhamento social de pessoas que vivem nas ruas, com atuação integrada entre diferentes instituições e profissionais especializados.
De acordo com Carla Lima, o atendimento envolve uma equipe preparada para lidar com diferentes situações de vulnerabilidade. “Nós estamos com um trabalho muito atuante do Centro Pop, temos uma equipe especializada e atuante, eles têm feito um trabalho em conjunto com a Polícia Civil para tirar essa documentação, inclusive para fazer a avaliação desses usuários, como que a vida egressa dele”, afirmou. A secretária explicou que, a partir desse levantamento, o município direciona essas pessoas para espaços de acolhimento. “Nós estamos direcionando essas pessoas principalmente para as casas de passagem. Quero aqui especialmente agradecer o pastor Divino do Instituto Cleomar, o David e tantos outros que têm nos abraçado nesse acolhimento dessas pessoas.”
A secretária também ressaltou que muitos casos envolvem dependência química e problemas de saúde mental, o que exige acompanhamento especializado. “Estamos encaminhando elas para tratamentos psiquiátricos e psicológicos, porque muitas são dependentes, isso já envolve a parte da saúde. Então a questão do acolhimento e de onde ficar é fundamental, e as casas de passagem têm feito um trabalho muito importante na cidade”, explicou.
Carla Lima destacou ainda que a abordagem às pessoas em situação de rua precisa respeitar os direitos individuais, o que exige diálogo e participação da sociedade. “Infelizmente muitas pessoas não podem ser retiradas à força. Ela está ali no direito dela de estar na rua. Eu sei que isso incomoda moradores e comerciantes, mas precisamos do apoio da comunidade para pensar a cidade juntos.” Para ela, a solução exige união entre poder público e sociedade. “Essa pessoa merece ser vista, merece ser ouvida e merece ser cuidada. Temos feito de tudo para que ela possa sair com boa fé e vontade própria. Eu acredito muito na equipe e acredito que juntos podemos fazer a diferença na vida dessas pessoas e transformá-las.”














