Governador de Goiás defende pacificação do país, critica polarização e apresenta propostas nas áreas de tecnologia, mineração e política internacional.
Foto: Divulgação/Instagram
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), afirmou nesta segunda-feira (30), durante entrevista coletiva após anunciar sua pré-candidatura à Presidência da República, que pretende adotar uma anistia ampla aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023 como primeiro ato de governo. A declaração coloca o tema no centro do debate político nacional e sinaliza o tom de sua proposta de campanha.
“Eu vim com esse objetivo de realmente pacificar o Brasil. Ao dar para todos, inclusive o ex-presidente, eu estarei dando uma mostra de que, a partir dali, eu vou cuidar das pessoas”, afirmou Caiado. O governador associou a proposta à sua trajetória pessoal. “É aquilo que, como médico e cirurgião, foi minha formação e sempre soube fazer”, completou.
Durante a coletiva, Caiado também fez críticas ao atual cenário político do país, destacando o que considera um ambiente de polarização excessiva. Segundo ele, sua trajetória demonstra capacidade de diálogo. “Ninguém atinge 88% sendo radical”, afirmou, em referência ao índice de aprovação de sua gestão em Goiás. A fala ocorre em meio a críticas internas dentro de seu próprio partido, onde sua candidatura é apontada por alguns como parte da manutenção da polarização política.
O governador também abordou temas ligados ao desenvolvimento econômico e tecnológico. Ao tratar da exploração de minerais raros, Caiado destacou o protagonismo de Goiás na área. “Sou de um estado onde nós somos os primeiros a ter um modelo regulatório da autoridade de minerais críticos do país. Quando ninguém falava em terras raras pesadas, foi o governo Caiado que iniciou e avançou na pesquisa e hoje é o único que não só explora, mas já comercializa”, afirmou, acrescentando que Goiás é um estado que “pensa adiante”.
Na área internacional, Caiado defendeu uma mudança na postura econômica do Brasil, especialmente na relação com grandes potências. “Nós não podemos continuar sendo apenas exportadores de matéria-prima. Precisamos agregar valor, investir em tecnologia e indústria”, afirmou, ao mencionar a necessidade de reduzir a dependência de mercados dominados por outros países.
O pré-candidato também criticou o projeto de regulamentação da inteligência artificial em tramitação na Câmara dos Deputados. Segundo ele, a proposta é inadequada para o momento atual. “Aquilo é o que existe de mais retrógrado, de mais ultrapassado”, declarou, afirmando que o texto possui caráter excessivamente punitivo e não acompanha a velocidade das transformações tecnológicas.
Com a pré-candidatura lançada, Caiado passa a integrar o cenário nacional como um dos nomes que buscam espaço na disputa presidencial, apresentando um discurso centrado na pacificação política, no desenvolvimento econômico e na modernização do país.
Com informações do Portal R7













