Presidente afirma que decisão preserva empregos e já considera aumento histórico concedido aos servidores.
Por Richelson Xavier
A presidente da Câmara Municipal de Anápolis, vereadora Andreia Rezende (Avante), explicou ao Portal Anápolis os motivos que levaram à ausência de reajuste salarial para os servidores do Legislativo neste momento. Segundo ela, a decisão foi tomada após análise técnica dos setores contábil e jurídico, diante da redução no ritmo de crescimento do duodécimo, principal fonte de receita da Câmara.
De acordo com Andreia, o cenário financeiro atual exige cautela para garantir o equilíbrio das contas públicas e a manutenção dos empregos. “Pela redução do duodécimo, neste momento nós não conseguimos dar o reajuste dos servidores. A lei permite que a gente justifique, e a nossa escolha foi preservar os empregos e manter a responsabilidade com o dinheiro público”, afirmou. Ela destacou que, enquanto o repasse cresceu 20% entre 2023 e 2024, passou para 8% no período seguinte e chegou a apenas 4,4% entre 2025 e 2026.
A vereadora também ressaltou que a Câmara possui apenas uma fonte de receita, diferentemente do Executivo, que pode acessar emendas e recursos externos. Segundo ela, esse fator limita a capacidade de ampliação de despesas. Andreia lembrou ainda que a atual gestão assumiu o pagamento de uma reestruturação aprovada anteriormente, que resultou no maior aumento da história para os servidores efetivos, com reajustes médios de 32%, chegando a índices entre 11% e 49%.
Para a presidente, esses avanços já superam a inflação recente e demonstram o compromisso da gestão com a valorização dos servidores. Ao mesmo tempo, ela reforçou que é necessário agir com prudência para evitar desequilíbrios financeiros. “Nós respeitamos os servidores, seguimos dialogando, mas precisamos garantir que a Câmara não chegue ao fim do ano com risco de demissões. Preferimos manter os salários e preservar as famílias”, disse.
Andreia Rezende concluiu afirmando que a decisão está alinhada a uma política de austeridade e respeito ao recurso público. Segundo ela, a expectativa inicial de arrecadação para sustentar a nova estrutura administrativa não se confirmou, o que exige ajustes na condução financeira do Legislativo ao longo deste ano.













