Maioria esmagadora dos parlamentares goianos vota contra decisão presidencial e reforça pressão do Congresso; apenas dois deputados defendem manutenção.
Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados
A atuação da bancada de Goiás foi decisiva e praticamente unificada na derrubada do veto presidencial ao projeto que trata da dosimetria de penas, em votação realizada nesta quinta-feira (30) no Congresso Nacional. O movimento evidenciou o distanciamento entre a maioria dos representantes goianos e o governo federal, consolidando um posicionamento político claro no tema.
Na Câmara dos Deputados, a ampla maioria dos parlamentares do estado votou pela rejeição do veto. Apenas dois nomes, Adriana Accorsi (PT) e Rubens Otoni (PT), se posicionaram pela manutenção da decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Todos os demais deputados presentes acompanharam a derrubada, reforçando o peso da bancada goiana no resultado final.
Entre os que votaram contra o veto estão Adriano do Baldy (PP), Célio Silveira (MDB), Daniel Agrobom (PSD), Ismael Alexandrino (PSD), Zacharias Calil (MDB), Glaustin da Fokus (Podemos), Gustavo Gayer (PL), Jeferson Rodrigues (PSDB), Lêda Borges (Republicanos), Magda Mofato (PL), Marussa Boldrin (Republicanos), Professor Alcides (PSDB) e Silvye Alves (União Brasil). A ausência de José Nelto e Flávia Moraes também marcou a votação entre os representantes goianos na Câmara.
No Senado, o alinhamento foi ainda mais direto. Os três senadores de Goiás, Jorge Kajuru (PSB), Vanderlan Cardoso (PSD) e Wilder Morais (PL), votaram pela derrubada do veto, consolidando uma posição unânime da bancada estadual na Casa.
O placar geral da votação no Congresso confirmou a força desse movimento. Foram 318 votos pela derrubada na Câmara e 49 no Senado, impondo mais uma derrota política ao governo federal em um curto intervalo de tempo.
A proposta em discussão altera critérios para o cálculo de penas e abre possibilidade para revisão de condenações, inclusive em casos relacionados à tentativa de golpe de Estado após a última eleição presidencial. No entanto, a aplicação não será automática. A eventual redução dependerá da análise individual de cada processo pelo Judiciário.
A votação também acendeu um novo capítulo na disputa entre Legislativo e Executivo. Integrantes do Partido dos Trabalhadores já sinalizaram que pretendem recorrer à Justiça para contestar a medida, o que deve prolongar o debate nos tribunais.
Com esse resultado, a bancada goiana se posiciona de forma contundente em um dos temas mais sensíveis da agenda política recente, mostrando coesão majoritária e influência no cenário nacional.












