Líder evangélico reage a denúncias envolvendo Banco Master, cobra investigação sobre vazamentos e cita relações do PT com Daniel Vorcaro.
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O pastor Silas Malafaia se manifestou nas redes sociais sobre a repercussão envolvendo conversas divulgadas entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, relacionadas ao financiamento do filme Dark Horse, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em vídeo publicado neste sábado (16), Malafaia saiu em defesa do senador, criticou o que chamou de “vazamentos seletivos” e afirmou que não fará julgamentos antecipados sobre o caso. “Eu não vou fazer juízo de valor, nem vou julgar o Flávio por vazamentos seletivos. Eu sou vítima dessa porcaria”, declarou.
Durante a fala, o pastor também direcionou críticas ao Partido dos Trabalhadores (PT), afirmando que a legenda “não tem moral para acusar ninguém”. Malafaia relembrou condenações envolvendo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e citou supostas ligações de integrantes do partido com o Banco Master e Daniel Vorcaro. Entre os exemplos mencionados, ele citou contratos de assessoria atribuídos ao ex-ministro Guido Mantega, pagamentos a escritórios ligados ao ex-ministro Ricardo Lewandowski e contratos envolvendo empresas relacionadas ao banqueiro. “É estranho, já que o Banco Master tem envolvimentos com Bolsonaro e sua família, era para o PT inteiro assinar a CPI. Mas o PT não assinou”, afirmou.
Ao comentar especificamente o caso de Flávio Bolsonaro, Malafaia ressaltou que, segundo informações divulgadas, não houve repasse direto de dinheiro ao senador. Segundo ele, os recursos seriam destinados a um fundo norte-americano criado exclusivamente para captar investimentos privados para a produção do filme. “O Flávio não recebeu nenhuma grana pessoalmente. Foi criado um fundo americano exclusivo para captação de recursos para a produção desse filme. Não passou dinheiro na mão de Flávio”, disse. O pastor também pediu investigação sobre a origem do vazamento das mensagens, afirmando que cabe ao Estado garantir a custódia das informações sob investigação.
Por fim, Malafaia comparou a repercussão do caso envolvendo Flávio Bolsonaro à cobertura de episódios anteriores ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro, como o caso das joias sauditas, e voltou a pedir cautela antes de qualquer conclusão. “Vamos esperar a conclusão de tudo. Eu não vou fazer juízo de valor de ninguém por vazamentos seletivos, porque eu sou vítima dessa porcaria. Vamos esperar o final da história”, concluiu o líder religioso, reforçando apoio ao senador em meio à repercussão política do caso.












