Juíza que concedeu perdão a Monique Medeiros ganha destaque após sentença que repercutiu em todo o país.
Foto: Brunno Dantas/TJRJ
A decisão que concedeu perdão judicial a Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel, colocou a juíza Elizabeth Machado Louro no centro das atenções do país. Responsável por conduzir o julgamento no 2º Tribunal do Júri da Capital do Rio de Janeiro, a magistrada ganhou notoriedade após a sentença que condenou o ex-vereador Dr. Jairinho a 43 anos e nove meses de prisão pela morte da criança, mas extinguiu a pena aplicada a Monique.
A repercussão da decisão foi imediata. Durante a leitura da sentença, Elizabeth Machado Louro argumentou que Monique já havia sofrido consequências severas ao longo dos últimos anos, citando a perda do filho, a exposição pública e o que classificou como uma intensa condenação social. A magistrada também utilizou argumentos relacionados à maternidade, à condição feminina e às cobranças impostas às mulheres pela sociedade, pontos que geraram amplo debate jurídico e político nas redes sociais e entre especialistas.
Com quase três décadas de atuação na magistratura, Elizabeth Machado Louro ingressou na Justiça do Rio de Janeiro em 1996. Antes disso, atuou por oito anos como defensora pública. Além da formação em Direito, a juíza também é graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A decisão no caso Henry Borel provocou forte repercussão nacional, dividindo opiniões e ampliando o debate sobre os critérios adotados pela Justiça na concessão de perdão judicial em casos de grande comoção pública.













