Diretora de Assistência à Saúde afirma que unidade reduziu a superlotação nas urgências, ampliou o acesso a exames especializados e passará a oferecer leitos para internação em saúde mental.
Por Richelson Xavier
Um ano após entrar em funcionamento, o Hospital Municipal Georges Hajjar já contabiliza 46.838 procedimentos e atendimentos realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), consolidando-se como uma das principais estruturas da rede municipal de saúde. Em entrevista ao Jornal da Voz, da Rádio Coração Imaculado 107,7 FM, na manhã desta quarta-feira (5), a diretora de Assistência à Saúde da Secretaria Municipal de Saúde, Raquel Barros, afirmou que a unidade representa um marco para Anápolis ao oferecer internação clínica própria, reduzindo a dependência da regulação estadual e proporcionando mais dignidade aos pacientes. Segundo ela, antes da inauguração do hospital, muitos usuários permaneciam por dias nas unidades de urgência aguardando transferência.
Raquel destacou que, somente no primeiro ano de funcionamento, o Georges Hajjar realizou 22.794 atendimentos médicos, 2.440 internações e 2.148 altas hospitalares. Além disso, foram registrados mais de 14 mil atendimentos multiprofissionais nas áreas de psicologia, assistência social, fisioterapia e fonoaudiologia. A diretora explicou que o hospital também executa exames como ecocardiograma, ultrassonografia, Doppler, eletrocardiograma e tomografia, tanto para pacientes internados quanto para usuários que aguardavam esses procedimentos na fila de regulação do SUS. A unidade ainda conta com especialistas em cardiologia, urologia, angiologia, endocrinologia e cirurgia geral.
Durante a entrevista, a diretora anunciou uma nova etapa de expansão da unidade. O Hospital Georges Hajjar passará a contar com dez leitos destinados à internação clínica em saúde mental, voltados para pacientes que necessitam de acompanhamento psiquiátrico, mas que não apresentam quadros que exijam internação em hospital especializado. Segundo Raquel, a medida permitirá otimizar a ocupação dos leitos, ampliar o número de atendimentos e fortalecer a oferta de serviços especializados dentro da rede municipal.
Raquel Barros também esclareceu uma das dúvidas mais frequentes da população sobre o funcionamento do hospital. Ela explicou que o Georges Hajjar não realiza atendimento por demanda espontânea e recebe exclusivamente pacientes encaminhados pela Central Municipal de Regulação. Já os casos de porta aberta continuam sendo atendidos pelos Centros Médicos Vila Norte e Jaiara, pela UPA Alair Mafra, pelo atendimento pediátrico e pelo Hospital Alfredo Abrahão, referência para traumas, acidentes com animais peçonhentos, vítimas de violência, acidentes com materiais perfurocortantes e atendimento antirrábico. “O Hospital Georges Hajjar atende apenas pacientes regulados pela Central de Regulação, garantindo que cada paciente seja encaminhado para a unidade mais adequada ao seu quadro clínico”, ressaltou a diretora.












