Plano é aproximar tecnologia dos setores farmacêutico e automotivo para consolidar empresas instaladas e atrair novos investimentos.
Por Richelson Xavier
Daniel Vilela (MDB) defendeu a criação de um polo de inteligência artificial e tecnologia voltado à base industrial de Anápolis. A proposta foi apresentada durante sabatina da Acia e do Portal 6 como parte de uma estratégia para fortalecer os setores farmacêutico e automotivo e ampliar a capacidade do município de receber novos investimentos.
De acordo com o governador e candidato à reeleição, a cidade deve explorar as atividades para as quais já reúne infraestrutura, mão de obra e empresas estabelecidas. Ele avaliou que a atração de negócios precisa considerar a vocação econômica de cada região e apontou a posição logística e a estrutura industrial como vantagens de Anápolis.
Vilela afirmou que o polo tecnológico deve produzir pesquisa e soluções aplicadas às indústrias locais. O setor farmacêutico, segundo ele, exige investimento contínuo em ciência, enquanto a indústria automotiva depende de inovação para manter competitividade e ampliar suas operações.
Como referência, o candidato citou o Centro de Excelência em Inteligência Artificial (Ceia), ligado à Universidade Federal de Goiás, em Goiânia. Segundo os números apresentados por ele, o governo estadual destinou R$ 17 milhões ao projeto em 2019 e a iniciativa teria alcançado cerca de R$ 500 milhões em investimentos, em grande parte provenientes do setor privado.
Vilela também declarou que 92% das soluções de inteligência artificial desenvolvidas no Brasil teriam algum componente criado no Ceia. O percentual foi apresentado pelo candidato durante a entrevista e não veio acompanhado, na sabatina, da fonte ou da metodologia usada no levantamento.
Para o governador, uma estrutura semelhante, direcionada às necessidades da indústria anapolina, poderia cumprir dois objetivos: atrair novos empreendimentos e ajudar a manter na cidade as empresas já instaladas. Ele relacionou essa necessidade às incertezas provocadas pela implantação da reforma tributária e ao fim gradual da guerra fiscal entre os estados.
A proposta ainda foi apresentada como diretriz. Na entrevista, Vilela não informou local, orçamento, prazo de implantação, instituições parceiras nem modelo de governança para o polo de inteligência artificial em Anápolis.












