Durante entrevista à Jovem Pan News, prefeito cita economia de quase R$ 400 milhões e faz novos questionamentos sobre despesas herdadas.
Por Richelson Xavier
Durante entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan News, nesta quinta-feira (18), o prefeito de Anápolis, Márcio Corrêa (PL), voltou a defender as medidas de contenção de gastos adotadas desde o início de sua gestão e apresentou exemplos do que classificou como desperdício de recursos públicos herdados de administrações anteriores.
Ao comentar a revisão de contratos e despesas da Prefeitura, o prefeito destacou o cancelamento de um contrato de aproximadamente R$ 700 mil mensais destinado à oferta de aulas de ensino à distância, criado durante a pandemia da Covid-19 e mantido mesmo após o retorno das atividades presenciais.
“Anápolis tinha um contrato de R$ 700 mil para aulas de ensino à distância. Eu cortei no primeiro dia de mandato. Hoje faço pelo YouTube. O Brasil inteiro participa a custo zero”, afirmou.
Segundo Márcio Corrêa, o contrato continuou sendo executado mesmo após o período mais crítico da pandemia e teve seu valor ampliado ao longo do tempo.
“Na matemática usada em Anápolis no passado, a conta não fechava. Como explicar um contrato de cerca de R$ 700 mil por mês para uma plataforma de ensino à distância criada durante a pandemia e que passou a consumir ainda mais recursos públicos depois que a pandemia terminou?”, questionou.
O prefeito afirmou que a decisão de revisar contratos foi parte de uma estratégia mais ampla de reorganização das finanças municipais. De acordo com ele, o trabalho resultou em uma redução significativa dos gastos de custeio da administração pública.
“Foi com esse olhar que revisamos contratos, cortamos despesas e enfrentamos desperdícios que pareciam normais, mas não fazem o menor sentido. Só no primeiro ano da nossa gestão, esse trabalho gerou uma economia próxima de R$ 400 milhões”, declarou.
Márcio também defendeu que a economia obtida com a revisão de despesas permite ampliar investimentos em áreas consideradas prioritárias.
“Eficiência é fazer mais com menos. Cortamos regalias, combatemos desperdícios e investimos onde é prioridade. Porque dinheiro público é dinheiro do cidadão e deve voltar para a população em forma de trabalho, dignidade e resultados”, afirmou.
Ponte Estaiada
Outro tema abordado durante a entrevista foi a situação da Ponte Estaiada, projeto iniciado em gestões anteriores e que, segundo a atual administração, exigiria novos aportes milionários para ser concluído.
O prefeito afirmou que a obra consumiu integralmente os recursos previstos inicialmente, mas ainda demandaria mais de R$ 90 milhões para sua finalização.
“Essa ponte foi feita sem nenhum planejamento e sem viabilidade econômica. Hoje faltam mais de R$ 90 milhões para ser finalizada. Nós não temos esse recurso nem esse orçamento”, disse.
Diante desse cenário, a Prefeitura optou por desenvolver uma alternativa para garantir a ligação entre as regiões que seriam atendidas pela estrutura original.
Segundo Márcio Corrêa, o novo projeto foi elaborado por servidores municipais e deverá cumprir a mesma função com custo significativamente menor.
“Não vou terminar aquela obra. Vou fazer um acesso com menos de 10% do valor total previsto para a ponte. Vai cumprir a mesma função e unir as duas regiões da cidade”, afirmou.
De acordo com o prefeito, a proposta busca atender a demanda de mobilidade da população sem comprometer o equilíbrio financeiro do município.
As declarações reforçam o discurso adotado pela administração municipal de priorizar a redução de despesas, a revisão de contratos e a execução de projetos considerados economicamente viáveis, com foco na ampliação da capacidade de investimento da Prefeitura.













