Deputado federal discursou no ato de 7 de Setembro, pediu anulação da condenação de Jair Bolsonaro, defendeu libertação de presos e projetou vitória de Flávio Bolsonaro na eleição presidencial.
Por Richelson Xavier
O deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) fez um dos discursos de maior tom político durante o ato realizado nesta segunda-feira (7), na Avenida Paulista, em São Paulo. Diante de apoiadores, afirmou que a manifestação poderia marcar “o resto da história do Brasil” e defendeu a anulação da condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro. “Essa é a vez da nossa salvação”, declarou. Gayer também sustentou que pessoas que considera presas injustamente devem ser libertadas e projetou uma retomada política do grupo bolsonarista. “Bolsonaro vai colocar a faixa de presidente e nós vamos libertar o Brasil”, afirmou. O ato na Paulista integrou a agenda política do 7 de Setembro e contou também com a participação do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro.
Ao abordar a crise recente no Supremo Tribunal Federal, Gayer citou as investigações envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e criticou o ministro Alexandre de Moraes. “Na mesma semana em que Alexandre de Moraes estava condenando Bolsonaro, ele estava conversando e recebendo dinheiro de Daniel Vorcaro”, disse o deputado. A declaração representa a interpretação de Gayer sobre informações reveladas nas investigações e não deve ser confundida com uma conclusão judicial definitiva. Relatório da Polícia Federal divulgado após a retirada de sigilo pelo ministro André Mendonça apontou contatos atribuídos a Vorcaro e Moraes, e o caso passou a alimentar uma crise interna no STF. A Procuradoria-Geral da República, por sua vez, questionou a legalidade do aprofundamento da investigação e pediu sua anulação.
Gayer também elogiou André Mendonça, a quem chamou de alguém com “coragem”, e pediu aplausos ao ministro. Na sequência, voltou o discurso para as eleições de 2026 e afirmou acreditar que o movimento conservador conseguirá ampliar sua força no Congresso, especialmente no Senado. “Nessa eleição nós não vamos apenas eleger Flávio Bolsonaro presidente do Brasil, nós vamos libertar essa nação”, declarou. Segundo o parlamentar, a estratégia política passa pela conquista de maioria no Senado para viabilizar futuras votações e mudanças institucionais. O discurso ocorreu em meio ao agravamento das divergências envolvendo Moraes e Mendonça no Supremo, situação que já levou o presidente da Corte, Edson Fachin, a solicitar explicações dos dois ministros.











