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Caged: Brasil gera 135,5 mil empregos formais em novembro

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em Economia
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Caged: Brasil gera 135,5 mil empregos formais em novembro

Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS)

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Setor de comércio teve o melhor desempenho com 105.969 novos postos de trabalho.

Foto: Agência Brasil

O Brasil criou 135,5 mil empregos formais em novembro de 2022. Este é o 11º mês consecutivo em que o país tem saldo positivo, de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Previdência. Ao todo, foram abertos 2,4 milhões de postos de trabalho de janeiro a novembro. 

O saldo positivo de novembro ocorre devido a geração de 1,748 milhão de admissões, diante de 1,612 milhão de demissões. Segundo o secretário executivo do Ministério do Trabalho e Previdência, Lúcio Capelleto, os números são positivos e demonstram um consistente crescimento na oferta de empregos. “O saldo positivo de mês de novembro ultrapassou a marca de 43 milhões de empregos formais nos estados com Caged. Esses números mostram que o emprego no Brasil tem crescido de forma consistente nos últimos meses”, diz o secretário. 

Dois setores econômicos tiveram saldo positivo: comércio com 105.969 empregos criados e o setor de serviços com 92.213 postos de trabalho. “Salientamos que a forte contratação do comercio decorre da preparação dos lojistas para as vendas do fim de ano”, explica o secretário-executivo. 

Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, o setor de Industria, teve queda de menos 25.707 vagas, devido a uma “pressão negativa do setor sucroalcooleiro”. O setor de Construção também teve perdas, com menos 18.769 postos, e na agricultura, ocorreu uma redução de 18.211 trabalhadores formais.

Houve queda na comparação com o mesmo período em 2021, quando foram criados 3 milhões de empregos segundo o governo. Segundo a economista Amanda Aires Viera, o mercado de trabalho está passando por alterações que precisam ser levadas em conta. “Primeiro, com a pandemia, as empresas observaram que precisam de menos pessoas trabalhando, então há um enxugamento, dessa massa de empregos e, além disso, a realidade que nós estamos ainda diante de uma economia que está com salários mais baixos e isso vai demorar um pouco mais para ser ajustado”, explica a economista.

O salário médio de admissão ao emprego, em novembro, ficou em R$ 1.919,81, uma redução de R$ 20,46 em comparação ao mês anterior. Já o salário dos desligados era de R$ 2.009,05. 

 De acordo com o secretario de trabalho Mauro de Souza o salário de admissão pode variar nas atividades que mais empregam e os setores que mais empregam. “Nós estamos na época natalina, então grande destaque de admissão foi no setor do comércio, onde nós temos tradicionalmente um salário de entrada menor. Então isso impacta diretamente nesse valor e da mesma forma, se a indústria demitiu mais o valor de o salário de desligamento vai ser maior na indústria porque o salário da indústria é maior”, explica o secretario de trabalho Mauro de Souza. 

Segundo o Ministério do Trabalho e Previdência o salário é corrigido pela inflação, ou seja, ele acompanha os movimentos da inflação, que permite ajudar a explicar essa queda no salário real.

Para a economista Amanda Vieira, a previsão é que o número de empregos ofertados deva crescer mais no mês de dezembro devido ao período de festas de fim de ano. “Esse mercado de final de ano, é um mercado muito intensivo, tanto por conta das compras natalinas como também por conta de um melhor cenário econômico, a gente já vai ter uma melhor estabilização do que é que se espera do novo governo, quais são as suas características, e isso tende a gerar mais conforto para que novas contratações sejam efetivamente realizadas”, diz a economista. 

Os dados do Caged se referem apenas às vagas com carteira assinada, e são as empresas que preenchem as informações em um sistema próprio. O levantamento não capta os dados do mercado de trabalho informal.

Fonte: Brasil 61

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