Mais de mil ocorrências já foram registradas em 2025; legislação estadual proíbe o uso de cerol e linha chilena e prevê multas que podem chegar a R$ 10 mil.
Foto: Divulgação Equatorial Goiás
Com a chegada do período de seca, quando o céu limpo favorece a tradicional brincadeira de soltar pipas, a Equatorial Goiás reforçou o alerta para os riscos da prática próxima à rede elétrica. Somente em 2025, a distribuidora registrou 1.002 ocorrências de pipas em contato com a fiação, situações que podem provocar choques elétricos, interrupções no fornecimento de energia, curtos-circuitos e até incêndios. Para reduzir os acidentes, a empresa orienta que a atividade seja realizada apenas em áreas abertas, afastadas da rede elétrica e seguindo as normas previstas na Lei Estadual nº 7.469/2024.
A legislação estabelece que as pipas devem ser empinadas em locais com pelo menos 500 metros de distância da rede elétrica, como campos de futebol e áreas abertas apropriadas, além de proibir a prática nas proximidades de aeroportos e aeroclubes. A lei também veta o uso de linhas cortantes, como cerol e linha chilena, por conterem materiais como pó de vidro, limalha de ferro, quartzo e óxido de alumínio, aumentando significativamente o risco de acidentes. As multas podem chegar a R$ 5 mil para pessoas jurídicas, enquanto, em Goiânia, estabelecimentos que comercializam esse tipo de material podem ser multados em R$ 10 mil, além de perderem o alvará de funcionamento em caso de reincidência. Segundo a executiva de Segurança do Trabalho da Equatorial Goiás, Suzane Caires, a orientação é escolher sempre locais seguros e observar a direção do vento para evitar que a pipa seja levada até a rede elétrica.
Caso a pipa fique presa na fiação, a recomendação é nunca tentar retirá-la. A orientação é soltar imediatamente a linha e acionar os canais oficiais da Equatorial Goiás. “As pipas não devem ser utilizadas próximas à rede elétrica. Se alguma ficar presa nos fios, não tente retirá-la de nenhuma forma. Caso provoque queda de energia ou outra ocorrência, uma equipe da distribuidora será enviada para realizar o atendimento com segurança”, explicou o gerente do Centro de Operações Integradas da Equatorial Goiás, Vinicyus Lima. Neste ano, a Região Metropolitana de Goiânia concentra mais da metade das ocorrências registradas no estado, com destaque para Goiânia, Aparecida de Goiânia e Senador Canedo, enquanto o Entorno do Distrito Federal também apresenta elevado número de casos relacionados à prática inadequada.
As dez cidades com maiores casos de pipas na rede
O total de registros de atendimento à rede elétrica causados por pipas chega a 172 no Entorno do Distrito Federal e a 510 na Região Metropolitana de Goiânia em 2025.

Locais seguros para soltar pipas
Para não impedir a brincadeira existem diversos espaços adequados em Goiânia e no entorno de Brasília, regiões características pela grande quantidade de casos de pipas na rede elétrica.













