Senador afirma que governo deveria aproveitar classificação das facções como organizações terroristas para intensificar combate financeiro ao crime organizado.
Foto: Andressa Anholete/Agência Senado
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, voltou a criticar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após a decisão dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras. Em publicação nas redes sociais, o parlamentar afirmou que o governo brasileiro deveria aproveitar o momento para intensificar o combate financeiro às facções criminosas.
Segundo Flávio, a medida adotada pelo governo norte-americano abre caminho para um rastreamento mais rigoroso das estruturas financeiras ligadas ao crime organizado. O senador defendeu o bloqueio de recursos utilizados pelas facções e afirmou que a identificação dos fluxos financeiros pode revelar pessoas e grupos beneficiados indiretamente pelas atividades criminosas. A declaração ocorre após os Estados Unidos oficializarem a inclusão do PCC e do Comando Vermelho na lista de organizações terroristas estrangeiras, medida que passou a repercutir fortemente no cenário político brasileiro.
O tema também ampliou o embate entre governo e oposição. Enquanto Flávio Bolsonaro e aliados defendem a classificação das facções como organizações terroristas e veem a medida como um reforço ao combate ao crime organizado, o presidente Lula criticou a decisão norte-americana e afirmou que o Brasil deve enfrentar suas organizações criminosas internamente, sem interferências externas. O episódio passou a ocupar espaço relevante no debate político nacional e promete continuar repercutindo no cenário pré-eleitoral de 2026.
Com informações do Diário do Poder












