Candidato do PL diz que pretende classificar PCC, Comando Vermelho e milícias como organizações terroristas, ampliar uso de tecnologia no SUS e na gestão pública e trabalhar por anistia ou indulto aos envolvidos no 8 de janeiro.
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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, apresentou algumas das principais propostas de sua campanha em entrevista ao Domingo Espetacular, da Record, gravada em São Paulo. Na segurança pública, afirmou que uma das primeiras medidas de um eventual governo será classificar Comando Vermelho, Primeiro Comando da Capital (PCC) e milícias como organizações terroristas, com participação das Forças Armadas no apoio às forças estaduais e cooperação internacional de inteligência contra o tráfico de drogas, armas e lavagem de dinheiro. “A partir de janeiro do ano que vem eu vou declarar guerra a esses narcoterroristas”, afirmou. Flávio também negou ter defendido uma intervenção militar dos Estados Unidos no Brasil e disse que sua proposta envolve acordos de cooperação com países das Américas. Na área econômica, prometeu um ajuste fiscal com corte de gastos, redução da burocracia e revisão de mais de mil atos normativos, além da implantação de uma estrutura digital com inteligência artificial para acompanhar gastos, licitações, emendas parlamentares e nomeações em tempo real.
Na educação, o candidato defendeu mudanças no currículo escolar, com maior presença de português, matemática, idiomas, educação financeira, empreendedorismo e ensino técnico profissionalizante. Flávio afirmou que pretende ampliar a formação em tecnologia e inteligência artificial para preparar jovens para novas profissões e atrair investimentos em data centers para o país. Segundo ele, o Brasil perde oportunidades por manter custos superiores aos de outros mercados para a instalação desses empreendimentos. Sobre a escala 6×1, afirmou que defenderá maior liberdade para que trabalhadores negociem sua jornada, mantendo os direitos previstos na legislação. Na saúde, disse que pretende conectar os sistemas municipais, estaduais e federal do SUS por meio de uma plataforma digital que permita ao cidadão identificar onde existem vagas, menor tempo de espera e disponibilidade para cirurgias e outros procedimentos. Flávio afirmou ainda que escolheu Cláudio Lottenberg para comandar a Saúde em um eventual governo e disse querer levar à rede pública padrões de gestão e tecnologia encontrados em hospitais privados de referência.
O candidato também voltou a defender o ex-presidente Jair Bolsonaro e afirmou que trabalhará pela anistia dos envolvidos nos acontecimentos de 8 de janeiro. Caso a medida não seja aprovada pelo Congresso antes de uma eventual posse, Flávio disse que pretende conceder indulto. Ele afirmou que Bolsonaro será seu conselheiro e admitiu a possibilidade de nomeá-lo ministro, caso o pai tenha interesse. O senador também disse que um eventual governo poderá indicar quatro ministros ao Supremo Tribunal Federal e antecipou que buscará nomes contrários ao aborto e às drogas e comprometidos, segundo ele, com segurança jurídica. Ao ser questionado sobre o financiamento privado da produção cinematográfica sobre Jair Bolsonaro e a relação com Daniel Vorcaro, Flávio negou irregularidades e afirmou que não houve utilização de recursos públicos. Ao final da entrevista, resumiu a segurança pública como prioridade imediata de governo: “Esses caras é que têm que ter medo de andar na rua, não você, cidadão, trabalhador e trabalhadora”.











