Ex-presidente passou mal na cela da Polícia Federal, bateu a cabeça e será levado temporariamente ao Hospital DF Star, em Brasília, sob escolta da corporação.
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, autorizou nesta quarta-feira, 7, que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) seja transferido temporariamente ao Hospital DF Star, em Brasília, para a realização de exames médicos. A decisão ocorre após Bolsonaro passar mal, sofrer uma queda e bater a cabeça em um móvel na cela onde está custodiado, na Superintendência da Polícia Federal, na capital federal.
O pedido de ida ao hospital foi feito após o episódio registrado na unidade da PF. Inicialmente, na tarde de terça-feira, 6, Moraes havia negado a solicitação de encaminhamento imediato do ex-presidente a uma unidade de saúde. A negativa gerou reação pública da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que afirmou que o marido estaria sendo negligenciado e submetido a tortura.
Em entrevista ao SBT News, o médico Claudio Birolini afirmou que Bolsonaro sofreu um traumatismo craniano em decorrência da queda e confirmou a necessidade de exames para avaliação clínica mais detalhada. Diante das informações médicas, o ministro do STF reconsiderou a decisão e autorizou a realização dos procedimentos hospitalares.
Na autorização, Alexandre de Moraes especificou que Bolsonaro poderá ser levado ao Hospital DF Star para a realização de tomografia computadorizada de crânio, ressonância magnética de crânio e eletroencefalograma. Os exames têm como objetivo avaliar possíveis lesões decorrentes do impacto na cabeça e definir a conduta médica adequada.
O ministro também determinou que todo o transporte e o esquema de segurança do ex-presidente sejam de responsabilidade da Polícia Federal, nos mesmos moldes adotados durante a internação ocorrida no Natal de 2025, quando Bolsonaro passou por procedimentos relacionados a uma hérnia e a uma crise de soluços. Ele recebeu alta hospitalar em 1º de janeiro, data em que retornou à Superintendência da PF, onde cumpre pena desde novembro passado, após condenação por tentativa de golpe de Estado.
Segundo a decisão, o deslocamento deverá ocorrer de forma discreta, com o desembarque sendo realizado pelas garagens do hospital. A Polícia Federal também deverá entrar em contato previamente com o diretor do Hospital DF Star, Allison Bruno Barcelos Borges, para alinhar os termos e as condições da realização dos exames.
Ainda conforme a determinação do STF, a PF ficará responsável por garantir vigilância e segurança completas durante todo o período em que Bolsonaro permanecer no hospital, incluindo a realização dos exames e o retorno imediato à sede da corporação após os procedimentos médicos.













