Taxa de Serviços Urbanos agora é cobrada mensalmente, permitindo parcelamento e melhor organização financeira.
Paulo de Tarso / Prefeitura de Anápolis
A mudança na forma de cobrança da Taxa de Serviços Urbanos está no centro da percepção de que o IPTU veio mais barato em Anápolis neste ano. A taxa, que antes era incluída no carnê do imposto, deixou de ser cobrada junto ao tributo e passou a ser lançada diretamente na conta de água, o que altera significativamente a forma de pagamento para os contribuintes.
Com a nova regra, a TSU deixa de ser paga à vista ou em poucas parcelas no início do ano e passa a ser distribuída ao longo dos meses. A cobrança será feita pela Saneago e começa a valer a partir de maio. Neste primeiro ano, o valor será proporcional aos meses restantes de 2026. A partir do próximo ano, a taxa será diluída ao longo dos 12 meses, criando um modelo contínuo de pagamento.
Para residências, os valores partem de R$ 8,45 e variam conforme o consumo de água. No comércio, a lógica é semelhante, com variação de acordo com o porte e o uso. A mudança segue o princípio de que quem consome menos paga menos e quem consome mais paga mais, trazendo uma lógica mais proporcional à realidade de cada contribuinte.
Na prática, a principal diferença está no impacto financeiro. Antes concentrada no início do ano, a TSU agora passa a ser paga de forma gradual, o que reduz o peso imediato no orçamento das famílias. A alteração não representa a criação de uma nova taxa, mas apenas uma mudança na forma de cobrança, com foco em facilitar o pagamento.
Também permanecem válidas as regras de isenção. Têm direito ao benefício aposentados com mais de 60 anos que recebem até um salário mínimo e possuem imóvel com valor venal de até R$ 160 mil, além de pessoas com doenças graves como câncer, Parkinson e cardiopatias. A mudança consolida um novo modelo de cobrança que busca tornar o pagamento mais acessível e previsível ao longo do ano.












