Análise de aparelhos apreendidos na Operação Compliance Zero levou investigadores a postergar envio de informações ao ministro André Mendonça diante de novos dados extraídos pela perícia.
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A Polícia Federal conseguiu acessar novos celulares apreendidos do banqueiro Daniel Vorcaro e concentrou os últimos dias na análise do conteúdo armazenado nos aparelhos. A extração dos dados passou a ser tratada como etapa decisiva dentro da Operação Compliance Zero e, segundo investigadores ligados ao caso, foi o principal motivo para o adiamento do relatório que seria encaminhado ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal. O documento deverá reunir informações sobre autoridades com foro privilegiado mencionadas ao longo da investigação.
Ao todo, nove celulares foram recolhidos nas primeiras fases da operação, e parte do material já foi extraída pela perícia técnica da Polícia Federal. De acordo com fontes com acesso ao inquérito, mais da metade dos aparelhos teve o conteúdo desbloqueado, permitindo aos investigadores ampliar o cruzamento de mensagens, arquivos e registros internos. O primeiro celular apreendido apresentou maior dificuldade técnica, e seu conteúdo só começou a ser analisado meses depois, após a quebra das camadas de segurança do dispositivo.
Foi justamente a partir das informações encontradas nesse primeiro aparelho que a investigação avançou para novas frentes, incluindo apurações sobre suposto monitoramento de adversários e possíveis negociações envolvendo pagamento de vantagens indevidas ao ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa. Parte desse material também embasou o relatório anterior remetido ao Supremo sobre a relação entre Vorcaro e o ministro Dias Toffoli, que chegou a ser citado nas apurações conduzidas pela corporação.
O novo relatório havia sido solicitado por André Mendonça no fim de fevereiro com a finalidade de definir quais inquéritos relacionados ao caso deveriam permanecer sob análise do Supremo e quais poderiam ser enviados para instâncias inferiores. Como a extração dos dados ainda está em andamento, a Polícia Federal optou por ampliar a análise antes de concluir o documento. O relatório não deverá trazer pedidos de busca ou prisão, tendo caráter exclusivamente informativo para orientar os próximos desdobramentos da investigação.
Com informações do SBT News












