Operação Excidium é a 19ª fase da Destroyer, que acumula 393 prisões e R$ 476 milhões em apreensões e bloqueios patrimoniais desde 2023.
Foto: PCGO
A Polícia Civil de Goiás (PCGO) deflagrou, nesta quarta-feira (28), a 19ª fase da Operação Destroyer, considerada uma das maiores ofensivas contra o crime organizado no estado. Batizada de Operação Excidium, a ação tem como objetivo cumprir 36 mandados de prisão e 35 de busca e apreensão nos municípios de Trindade, Goiânia, Goianira, São Luís de Montes Belos e Rialma. O principal alvo é uma organização criminosa investigada por tráfico de drogas e associação para o tráfico, com atuação na comercialização de maconha, cocaína e skank. Segundo a polícia, o grupo também utilizava redes sociais para divulgar e vender entorpecentes, alcançando um público superior a 15 mil pessoas, incluindo menores de idade.
As investigações identificaram uma estrutura organizada para a distribuição das drogas e mecanismos utilizados pelos suspeitos para dificultar a atuação policial. Entre as estratégias estavam a troca frequente de números de telefone, o monitoramento da circulação de viaturas por meio de grupos de mensagens e a proibição de crimes patrimoniais nas regiões onde os entorpecentes eram comercializados. De acordo com a PCGO, essas práticas buscavam reduzir a exposição das atividades ilícitas e evitar a presença ostensiva das forças de segurança nos pontos de venda. A Operação Excidium é um desdobramento de duas etapas anteriores da Destroyer, denominadas “Delivery do Crime” e “Cobrança Final”, que contribuíram para a identificação de integrantes e da dinâmica de funcionamento do grupo investigado.
Iniciada em 2023, a Operação Destroyer passou a concentrar esforços não apenas na prisão de suspeitos, mas também no bloqueio de recursos financeiros e na identificação de patrimônios ligados às organizações criminosas. A estratégia, chamada de asfixia financeira, busca comprometer as fontes de financiamento do tráfico e atingir lideranças, fornecedores, distribuidores e operadores financeiros. Segundo o balanço divulgado pela Polícia Civil, as 19 fases da operação contabilizam 393 prisões, 426 mandados de busca e apreensão e 952 ordens judiciais cumpridas. As ações também resultaram em R$ 476 milhões em apreensões, sequestros e bloqueios patrimoniais, valores que demonstram a dimensão das medidas adotadas pelas autoridades para enfraquecer a estrutura financeira dos grupos investigados em Goiás.













