Foto: Paulo de Tarso
Prefeito critica decisões judiciais que, segundo ele, colocaram em liberdade suspeitos detidos pelas forças de segurança e cobra mudanças na legislação penal
O prefeito de Anápolis, Márcio Corrêa (PL), voltou a criticar a legislação penal brasileira após afirmar que cinco suspeitos presos durante uma operação de combate a facções criminosas no município foram liberados pela Justiça. Em vídeo publicado nas redes sociais nesta sexta-feira (23), Corrêa demonstrou indignação com o resultado da ação policial realizada na quarta-feira (21), que contou com a presença do governador Daniel Vilela (MDB). “Prendeu cinco ontem, cinco estão soltos. Hoje também a Justiça já liberou”, afirmou o prefeito, ao questionar a efetividade das prisões realizadas pelas forças de segurança.
No pronunciamento, Márcio relacionou a operação à sequência de homicídios registrada na cidade, incluindo o assassinato de um casal em uma distribuidora de bebidas no último domingo (18). Segundo ele, os crimes teriam ligação com disputas entre facções. O prefeito afirmou que os suspeitos do duplo homicídio foram presos e posteriormente liberados, chegando a procurar proteção policial após supostas ameaças de morte. Já na operação de quarta-feira, conforme seu relato, cinco pessoas com antecedentes por crimes como roubo, tráfico de drogas e homicídio foram detidas, além da apreensão de um veículo roubado e armas. “A polícia trabalha, passa a noite inteira preenchendo relatório, mobiliza inteligência, prende, e o cidadão sai pela porta da frente”, criticou.
Márcio também questionou as exigências legais para a atuação policial e defendeu o endurecimento da legislação contra organizações criminosas. “Que país é esse em que as forças de segurança vão conseguir trabalhar com uma legislação tão frouxa?”, declarou. Para o prefeito, as sucessivas liberações comprometem o trabalho das polícias Civil e Militar e ampliam a sensação de impunidade. “Fica aqui o sentimento de revolta, de indignação. Infelizmente, vivemos em um país em que parece que o que é errado é certo e o que é certo é errado”, concluiu. As circunstâncias das prisões, os fundamentos das decisões judiciais e a situação processual dos suspeitos não foram detalhados no pronunciamento.













