Portal Anápolis
  • Política
  • Economia
  • Saúde
  • Anápolis
  • Goiás
  • Brasil
  • Opinião
Nenhum Resultado
Ver Todos os Resultados
  • Política
  • Economia
  • Saúde
  • Anápolis
  • Goiás
  • Brasil
  • Opinião
Nenhum Resultado
Ver Todos os Resultados
Portal Anápolis
Nenhum Resultado
Ver Todos os Resultados

Presidente do Instituto Mises Brasil diz que rever autonomia do Banco Central é uma “decisão muito ruim”

de Portal Anápolis
em Economia
A A
Presidente do Instituto Mises Brasil diz que rever autonomia do Banco Central é uma “decisão muito ruim”
WhatsappFacebookTwitter

O economista Helio Beltrão também argumenta em favor do protagonismo do Bacen na condução da política monetária.

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

“É uma intenção muito ruim essa de rever a independência do Banco Central”. Helio Beltrão, presidente do Instituto Mises Brasil, também argumenta em favor do protagonismo do Bacen na condução da política monetária. Quando o Bacen não é autônomo, o presidente da República pode interferir nos juros visando apenas popularidade sem se preocupar com as consequências de tal decisão, alerta o especialista. 

O economista diz que baixar a taxa de juros sem embasamento técnico pode ser bom para a economia no curto prazo, mas terá efeitos negativos no futuro. “Isso pode ser muito destrutivo, porque a despeito de um crescimento inicial que essa redução de taxa de juros ocasiona, isso é insustentável e gera inflação e recessão depois de um tempo”. 

Helio Beltrão lembra de outros momentos em que esse efeito pode ser observado. “Se você diminui as taxas de juros de forma artificial, isso, inicialmente, gera uma animação econômica, que não tem sustentação. Vai gerar inflação e recessão em seguida. Foi o que aconteceu entre 2010 e 2015, quando o Tombini [ex-presidente do Bacen] – muito pressionado pela [ex-presidente] Dilma – baixou a Selic de 14% para 7%, e causou aquela animação e depois a gente pagou a conta com a pior recessão da história do Brasil.” 

O presidente da Frente Parlamentar pelo Brasil Competitivo, o deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), concorda com a avaliação do economista sobre os riscos de submeter a política monetária do país ao governo do momento. 

“A autonomia do Banco Central tem a nossa convicção de que dá estabilidade ao trato da questão monetária. Fixa, portanto, referências que possam transcender governos. Imagine se nós, a cada mudança do governo, mudássemos o presidente do Banco Central, como se ele fosse um ministro do governo. Como se fosse alguém que pudesse ser demitido no dia seguinte. Esses mandatos não coincidentes foram pensados no sentido de caracterizar bem a autonomia e de dar esse período de transição”, acredita. 

O que está por trás da polêmica

O presidente Lula e integrantes do governo fizeram críticas à autonomia do Banco Central e ao presidente da instituição, Roberto Campos Neto. Em mais de uma oportunidade, o chefe do Executivo se mostrou insatisfeito com a decisão do Bacen de manter a Selic em 13,75%. Lula chegou a sinalizar que poderia rever a autonomia do Banco Central após o fim do mandato de Campos Neto, em 2024. 

O especialista em gestão e desenvolvimento público e privado, o administrador e economista Eduardo Fayet explica como a taxa de juros impacta a atividade econômica do país, o que ajuda a explicar a campanha governista pela queda da Selic. Fayet explica que, quando o preço dos produtos e serviços começa a subir por causa do excesso de demanda da população e da incapacidade das empresas de atender a isso, a saída é desestimular o consumo. 

“Se o juro está muito alto, o preço final dos bens e serviços fica muito caro. Elas passam a reduzir o consumo para economizar, porque esse gasto não cabe dentro do orçamento das famílias e da receita geral das próprias empresas. Portanto, isso vai gerar um desaquecimento da economia”. 

O economista defende a revisão da taxa de juros para baixo para que a economia se aqueça novamente, mas diz que isso não pode ser feito de qualquer jeito. “Não é uma conta simples. O Banco Central não pode fazer uma redução brusca dos juros, porque isso impacta na previsibilidade, é ruim para o mercado financeiro e, também, para as indústrias e investidores da economia real. Vários economistas têm feito uma conta que a taxa Selic poderia estar entre 8% e 9%, mesmo com a inflação que temos hoje”. 

Segundo a economista Deborah Bizarria, a independência do Bacen deve ser preservada, justamente porque dificulta ingerências políticas na definição dos juros, que deve ser guiada por decisão técnica. “A permanência da autonomia do Banco Central significa que o Brasil está avançando na melhoria das instituições, tirando ou, pelo menos, blindando essas instituições da ingerência político-partidária”, afirma.

Fonte: Brasil 61

EnviarCompartilharTwitter

Mais Artigos

Sinduscon Anápolis reúne lideranças e apresenta dados do mercado imobiliário do 4º trimestre de 2025
Anápolis

Sinduscon Anápolis reúne lideranças e apresenta dados do mercado imobiliário do 4º trimestre de 2025

Seis em cada dez indústrias inovaram nos últimos três anos, aponta CNI
Brasil

Seis em cada dez indústrias inovaram nos últimos três anos, aponta CNI

Indústria da Construção tem desempenho moderado e empresários reduzem expectativas
Economia

Indústria da Construção tem desempenho moderado e empresários reduzem expectativas

Economia

Corte da Selic não basta para reverter desaceleração da economia, diz indústria

Pequenos empresários pressionam Congresso por reajuste do Simples Nacional
Economia

Pequenos empresários pressionam Congresso por reajuste do Simples Nacional

Investimento de R$ 453 milhões impulsiona acesso de jovens ao mercado de trabalho em Goiás
Destaque

Investimento de R$ 453 milhões impulsiona acesso de jovens ao mercado de trabalho em Goiás

Próximo Artigo
Pandemia afetou saúde mental de 53% dos brasileiros, revela pesquisa

Pandemia afetou saúde mental de 53% dos brasileiros, revela pesquisa

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Recomendado

‘Goteiras, banheiros precários… Isso é inaceitável!’: Márcio Corrêa garante reformas urgentes na UPA da Vila Esperança

‘Goteiras, banheiros precários… Isso é inaceitável!’: Márcio Corrêa garante reformas urgentes na UPA da Vila Esperança

Saneago não tem asfalto suficiente para tapar buracos em Anápolis, diz presidente da ARM

Saneago não tem asfalto suficiente para tapar buracos em Anápolis, diz presidente da ARM

Covid-19: mais de 19 milhões de doses da vacina bivalente já foram aplicadas

Covid-19: mais de 19 milhões de doses da vacina bivalente já foram aplicadas

Pesquisa aponta variação de 232% no preço de presentes para o Dia dos Pais em Anápolis

Pesquisa aponta variação de 232% no preço de presentes para o Dia dos Pais em Anápolis

Chilena compra fábrica em Anápolis por mais de R$ 1 bi

Chilena compra fábrica em Anápolis por mais de R$ 1 bi

Brasileiros e estrangeiros com esquema vacinal completo estão dispensados de apresentar teste negativo de Covid-19 para entrar no País

Brasileiros e estrangeiros com esquema vacinal completo estão dispensados de apresentar teste negativo de Covid-19 para entrar no País

  • About
  • Advertise
  • Privacy & Policy
  • Contact
Nenhum Resultado
Ver Todos os Resultados
  • Política
  • Economia
  • Saúde
  • Anápolis
  • Goiás
  • Brasil
  • Opinião

© 2023