Caio Coppolla critica ritmo acelerado do processo e alega perseguição, enquanto pesquisas mostram queda na aprovação do Supremo e crescimento do ex-presidente nas intenções de voto.
O comentarista político Caio Coppolla usou sua participação no programa Grande Debate da CNN para classificar como “farsa” o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) marcado para esta terça-feira (25). Em análise carregada de referências bíblicas e dados de pesquisas, Coppolla afirmou que o desfecho do processo já estaria definido, transformando o ex-presidente em “mártir da liberdade” perante a opinião pública.
“Bolsonaro será condenado por juízes que não poderiam julgá-lo e preso por crimes que não cometeu”, declarou Coppolla, citando o livro de Provérbios para acusar o Supremo Tribunal Federal (STF) de inverter valores ao punir inocentes e liberar culpados. O comentarista relacionou a queda na aprovação do STF – de 31% para 12% em dois anos, segundo o Poder360 – ao que chamou de “perseguição” a manifestantes do 8 de Janeiro e ao ritmo acelerado do processo contra Bolsonaro, que, segundo a Folha de São Paulo, avança 14 vezes mais rápido que o do Mensalão.
Dados eleitorais também foram mobilizados no debate. Coppolla mencionou pesquisa do UOL (Grupo Folha) de fevereiro indicando que Bolsonaro venceria Lula em primeiro e segundo turnos mesmo inelegível, argumentando que a “injustiça” fortalece o ex-presidente. “Quanto mais o STF avança na farsa sobre o golpe, maior a popularidade de Bolsonaro”, afirmou, sugerindo que a eventual condenação só consolidaria a imagem do ex-presidente como vítima de um “tribunal de exceção”.
O comentarista ainda citou reportagem da Veja que revelou ministros do STF articulando para barrar eventual anistia a Bolsonaro antes mesmo do Congresso votar o tema. “Estão violando as prerrogativas dos outros Poderes”, acusou, encerrando com a previsão de que a sentença transformará o ex-presidente em símbolo de resistência.