O jornalista Alexandre Garcia analisou a virada de Lula (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno e apontou três fatores para o crescimento da votação dos dois candidatos: os eleitores dos concorrentes eliminados, a redução dos votos brancos e nulos e o aumento do comparecimento às urnas. Em vídeo publicado na segunda-feira (26), Garcia apresentou números arredondados segundo os quais Flávio passou de aproximadamente 56 milhões para 60 milhões de votos, enquanto Lula avançou de 54 milhões para 64 milhões. Na conta do comentarista, os cerca de 14 milhões de votos adicionais correspondem a mais de 9 milhões destinados aos demais candidatos no primeiro turno, quase 2 milhões da redução de brancos e nulos e aproximadamente 3 milhões de eleitores a mais nas urnas. Garcia ressalvou que os totais não permitem identificar se foram as mesmas pessoas que mudaram de comportamento entre os turnos.
Na análise regional, Garcia destacou que Lula ampliou sua participação nos votos do Nordeste de aproximadamente 64% para 70%, segundo os percentuais apresentados no comentário. Também apontou Minas Gerais como importante para o resultado e contrastou o desempenho presidencial com a força eleitoral de Cleitinho e Nikolas Ferreira no estado. Ao abordar a contestação anunciada por Flávio, relatou que o senador passou a falar em uma ação por abuso de poder econômico. Garcia citou um levantamento que atribuiu ao Estadão, de R$ 405 bilhões em medidas econômicas, benefícios e anúncios do governo, e interpretou essas iniciativas como instrumentos de busca de votos. Apesar de defender o questionamento, demonstrou ceticismo sobre seu resultado: “Eu duvido que uma ação dessas prospere”. A avaliação do jornalista não equivale a uma conclusão judicial sobre irregularidades eleitorais.
Garcia também comentou o relato de Flávio de que teria sido intimado pela Polícia Federal a entregar seus passaportes e impedido por Alexandre de Moraes de deixar o país após visitar Jair Bolsonaro. “Eu não entendi”, afirmou, ao questionar quem seria o responsável pela relatoria do caso. O jornalista relacionou o episódio à declaração de Eduardo Bolsonaro de que havia aconselhado o irmão a sair do Brasil caso fosse derrotado e criticou a exposição pública dessa conversa às vésperas da votação. Para Garcia, a manifestação transmitia a possibilidade de derrota em um momento decisivo da campanha. O vídeo apresenta a versão relatada pelo comentarista, sem exibir a íntegra da decisão judicial ou a fundamentação da suposta restrição.












