Delegada da DPCA alerta pais sobre criminosos que usam jogos online para aliciar crianças e adolescentes.
Por Richelson Xavier
A delegada titular da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Anápolis, Aline Lopes, fez um alerta importante sobre os riscos envolvendo crianças e adolescentes em jogos online. Durante uma palestra divulgada em seu perfil no Instagram, a delegada contou detalhes de um caso investigado pela especializada em que um adolescente passou a ser vítima de chantagem após contato feito dentro do jogo Free Fire. Segundo ela, o caso chamou a atenção pela rapidez com que o criminoso conseguiu ganhar a confiança da vítima sem levantar suspeitas da família.
De acordo com Aline Lopes, a mãe percebeu mudanças no comportamento do filho e decidiu procurar ajuda da polícia. “O menino não aguentou a pressão e acabou contando para a mãe que estava sendo abusado virtualmente”, afirmou a delegada. A investigação identificou um jovem de 19 anos, morador da Bahia, como responsável pelo aliciamento. Conforme a polícia, ele utilizava jogos online para se aproximar das vítimas e depois levava as conversas para aplicativos de mensagens. “Eles partiam do jogo, que era o Free Fire, e iam para o WhatsApp, onde acontecia o aliciamento”, explicou.
Ainda segundo a delegada, o suspeito escolhia adolescentes considerados mais vulneráveis emocionalmente e apagava rapidamente as mensagens para dificultar que os pais descobrissem o que estava acontecendo. “E sabe o que era mais assustador? Muitas vezes isso acontecia no celular da própria mãe, ao lado dela, sem que ela percebesse”, relatou. A polícia também descobriu que o investigado fazia outras vítimas utilizando o mesmo método e que ele confessou os crimes durante o interrogatório.
Aline Lopes reforçou que os pais precisam acompanhar de perto os jogos acessados pelos filhos, observar mudanças de comportamento e manter diálogo aberto dentro de casa. “A gente precisa estar muito atento”, alertou a delegada. Entre os principais sinais estão isolamento, tristeza, medo excessivo do celular e queda no rendimento escolar. A orientação da DPCA é para que qualquer situação suspeita seja comunicada imediatamente às autoridades.













