Diretor de Postura destacou atuação integrada das forças de fiscalização e afirmou que empresa não possuía documentação municipal obrigatória para funcionamento.
Por Richelson Xavier
Uma operação integrada realizada pela Prefeitura de Anápolis na manhã desta quinta-feira (08) mobilizou equipes da Diretoria de Postura, Vigilância Sanitária, Endemias, Polícia Civil, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros no Distrito Agroindustrial de Anápolis (Daia). A ação, batizada de Operação Hefesto, fiscalizou três empresas de grande porte e terminou com uma interdição e uma intimação por irregularidades identificadas pelos órgãos de controle. O caso que mais chamou atenção envolveu um pátio com cerca de 3,5 mil veículos armazenados, entre carros e motocicletas apreendidos em operações de trânsito e fiscalização.
O diretor de Postura do município, coronel Marcos Vinícius, destacou que a atuação ocorreu em conjunto com forças de segurança e fiscalização do Estado após denúncias e solicitações de apoio à Vigilância Sanitária. “Uma operação em conjunto com as forças de fiscalização, juntamente com as forças de segurança do Estado, verificou algumas irregularidades nesse ambiente de trabalho e, na questão da postura, fizemos a interdição por falta da documentação municipal”, afirmou. Segundo ele, a empresa não possuía inscrição municipal nem alvará de funcionamento, além de apresentar pendências ligadas à vigilância sanitária, estrutura física e exigências do Corpo de Bombeiros.
Durante a fiscalização, Marcos Vinícius explicou que o espaço funcionava como guarda de veículos apreendidos em ações do Detran, Polícia Militar e Companhia Municipal de Trânsito e Transporte. “É uma atividade de guarda de veículos e a empresa tem um processo licitatório vencido. Esses veículos são apreendidos e posteriormente liberados aos proprietários ou encaminhados para leilão”, declarou. O coronel também afastou rumores sobre possíveis atividades ilegais no local. “Não se trata de desmanche. São veículos apreendidos que serão liberados ou leiloados”, reforçou.
De acordo com a prefeitura, o responsável pelo estabelecimento terá prazo de até 30 dias para regularizar a situação documental, sob risco de aplicação de multas e outras medidas administrativas. Na área sanitária, a empresa também foi intimada a apresentar alvará sanitário e comprovações relacionadas ao controle de pragas e condições adequadas de funcionamento. Ao comentar a operação, o coronel enfatizou o papel do programa Linha de Frente no apoio às ações de fiscalização. “A Linha de Frente está aí para apoiar em todas as fiscalizações no município”, concluiu.













