Diretor da Vigilância Sanitária afirmou que empresa não possui cadastro municipal nem controle sanitário e pode impactar até indústrias vizinhas do Daia.
Por Richelson Xavier
O diretor da Vigilância Sanitária de Anápolis, Daniel Soares, fez um alerta sobre os riscos sanitários encontrados durante a Operação Hefesto, realizada nesta quinta-feira no Distrito Agroindustrial de Anápolis (Daia). A ação integrada reuniu equipes da Postura, Vigilância Sanitária, Endemias, Polícia Civil, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros e resultou na interdição de uma empresa que armazenava cerca de 3,5 mil veículos entre carros e motocicletas. Segundo Daniel, o estabelecimento não possuía nenhum cadastro junto ao município. “A Vigilância Sanitária não tem nenhum cadastro dessa empresa no nosso sistema. Ela não tem alvará sanitário e nem requisitos básicos exigidos para esse tipo de estabelecimento”, afirmou.
Durante a fiscalização, a Vigilância Sanitária identificou ausência de controle integrado de pragas, falta de documentação do Corpo de Bombeiros e situações consideradas preocupantes para a saúde pública, principalmente em meio ao aumento dos casos de dengue. “Nós temos carros abertos, estrutura sem qualquer cuidado e a questão das pragas também. Aqui não tem controle de pragas e isso pode afetar inclusive empresas vizinhas”, destacou Daniel Soares. Ele lembrou que o entorno da área abriga indústrias farmacêuticas e empresas do setor alimentício, que mantêm protocolos rígidos de dedetização e controle sanitário. “Essa empresa aqui do lado não tem esse cuidado, então pode trazer riscos tanto para os trabalhadores quanto para outras empresas da região”, declarou.
O diretor ainda afirmou que, embora a empresa mantenha contrato ligado ao armazenamento de veículos apreendidos há cerca de cinco anos, não existe qualquer regularidade em âmbito municipal. “A nível municipal nós não temos nenhum cadastro, nem na Postura e nem na Vigilância Sanitária”, reforçou. Segundo ele, a empresa foi intimada a apresentar toda a documentação necessária e terá que regularizar a situação para continuar operando. Daniel também destacou o trabalho executado pelos agentes de endemias no local. “Os agentes fizeram um trabalho importante, chegaram a furar veículos para evitar acúmulo de água. Mas isso não pode ser responsabilidade apenas do poder público. A empresa também precisa fazer sua parte”, concluiu.












